Menu
Busca sábado, 25 de maio de 2019
(67) 9860-3221

A descriminalização da maconha, por Dirceu Cardoso

01 junho 2011 - 11h52

A descriminalização da maconha, na forma simplória que tem sido defendida, é uma afronta à sociedade, que empenhou mais de meio século no combate à erva alucinógena. Não podemos ser céticos a ponto de ignorar as possíveis qualidades medicinais do produto atestadas por renomados profissionais, mas a razão nos leva a crer que seu emprego terapêutico jamais será no formato de “pacau” ou “bagana”, os populares nomes dados ao cigarro de maconha.

Também não é de nosso conhecimento que alguém, por usar a droga, tenha galgado a presidência da República, governos de estados ou outros altos postos da política ou da sociedade. Se o fizeram, foi na mais absoluta discrição e sem registros oficiais. Mas, em contrapartida, todos conhecemos a desgraça que se abate sobre milhares de jovens – especialmente os pobres – que enveredam pelo caminho dos entorpecentes. Eles começam pela maconha e, depois, em busca de novas emoções, partem para a cocaína, o crack e outras substâncias que os tiram da realidade e jogam no fundo do poço. Muitos deles até querem retornar à condição de “careta”, mas não conseguem sem ajuda especializada, que custa caro e suas famílias não têm condições de pagar.

Em vez de fazer campanha pela descriminalização, as personalidades nacionais e internacionais que hoje se ocupam do tema fariam melhor se canalizassem suas forças para o socorro às vítimas. Usassem todo seu prestígio para cobrar do governo e alavancar ONGs capazes de oferecer tratamento aos jovens pobres que se afundaram na própria maconha, no crack, na cocaína e até no álcool e no cigarro que, apesar de legais, também são drogas, viciam e provocam danos incomensuráveis.

Descriminalizar a maconha representa abandonar à própria sorte milhares de brasileiros e brasileiras que já se viciaram e precisam de uma oportunidade para retornarem à vida normal. Mais que isso, é um prêmio aos traficantes, que ganham muito dinheiro à custa do descaminho dos jovens e da desagregação da família.

Em vez de legalizar a droga, precisamos encaminhá-la para a confecção de medicamentos que possam ser elaborados a partir do seu princípio ativo e combater sem trégua o seu uso marginal. Proteger e amparar o viciado e perseguir sem qualquer concessão o tráfico. Hospital para o viciado e cadeia para o traficante.

Quanto às personalidades que embarcam na tese descriminalizadora, que se cuidem, pois elas próprias poderão ser vítimas dessa liberalidade desmedida e libertina. O ex-presidente FHC, que nos últimos dias pugnou pelo tema, deve cuidar-se para não manchar sua vitoriosa jornada. Pelo visto, dona Ruth está a lhe fazer mais falta do que todos nós imaginamos...



Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
aspomilpm@terra.com.br

Deixe seu Comentário

Leia Também

UAU
Giovanna Ewbank encanta de topless nas Maldivas
REGRAS FLEXÍVEIS
Órgão do MPF diz que novo decreto sobre armas pode favorecer milícias
CAMPO GRANDE
Homem aceita se encontrar com marido de colega e é agredido a pauladas
INVESTIGAÇÃO
Queiroz pagou R$ 133 mil em dinheiro por cirurgia em hospital de SP
LADÁRIO
Com motorista refém no MT, casal é preso tentando levar carreta para Bolívia
BRASIL
Governo federal estuda aluguel social no Minha Casa Minha Vida
TESTE FÍSICO
Está entre os concurseiros que farão o TAF? Confira dicas para se dar bem
PARAÍSO DAS ÁGUAS
Polícia recupera espingardas e 850 munições furtadas de fazenda
GERAL
Justiça eleitoral cancela 2,4 milhões de títulos de eleitor em todo País
ANASTÁCIO
Dupla é presa com 193 quilos de maconha que seriam entregues na Capital

Mais Lidas

APÓS INVESTIGAÇÃO
Polícia conclui que atentado registrado por vereadora foi acidente de trânsito
VILA CACHOEIRINHA
“Boca” é fechada, mulher é presa e diz traficar pelo baixo valor do salário mínimo
TRÁFICO
Motorhome com destino a São Paulo é apreendido com mais de 4 toneladas de maconha
MS-156
Dupla é presa pela PF com pistolas entre Dourados e Itaporã