Menu
Busca terça, 19 de novembro de 2019
(67) 9860-3221

“Terra não é solução para fim de conflito indígena”, diz Gino

09 junho 2011 - 08h15

O vereador Gino Ferreira (DEM) liderança rural em Dourados está preocupado com a situação de conflito entre proprietários rurais e índios após a invasão de uma fazenda em Dourados, próximo ao anel viário, por grupos das etnias guarani e caiuás, no início da semana.

Segundo Gino a situação se agrava à medida que não há uma intervenção mais efetiva dos órgãos competentes, como a Funai (Fundação Nacional do Índio), para resolver o impasse. “A invasão foi feita em uma propriedade rural praticamente dentro da cidade. Os ânimos vão se acirrando e nenhuma providência é tomada”, explica o vereador que diz ainda, “Quando a Funai é criticada pelo descaso com os índios acham que há falta de compreensão. Porém, os proprietários não conseguem falar com o órgão responsável pelos índios para que diálogos sejam mantidos para que se busque soluções para a questão”, relata.

Para o líder ruralista, o órgão competente que assiste aos indígenas tem a responsabilidade de investigar a origem dessas invasões, pois ‘há rumores de que os vários índios que estão acampados nas terras invadidas estariam alcoolizados’ e que ‘antropólogos são os incentivadores as invasões’. “É preciso fazer com que a verdade venha à tona. Não queremos ser injustos, mas também não podemos ser injustiçados. É preciso que as autoridades competentes avaliem de maneira ágil, toda essa situação e apresente uma solução”, afirma.

Gino salienta que a bancada ruralista, juntamente com os órgãos competentes, está discutindo com o governo federal a possibilidade de comprar as terras e instalar as famílias indígenas e assim, terminar com o conflito, porém acredita que esta medida não atenderá todas as necessidades do povo indígena.

“Sabemos que terra não é a solução para garantir uma vida digna aos índios. Mas quem tem que provar que terra é a solução e a Funai e o governo federal. Eles poderiam começar por Bodoquena, onde os índios da etnia Kadiwéu tem 500.00 hectares para uma população de dois mil índios que vivem em condições miseráveis e que, muitas vezes, a sociedade não toma conhecimento”, esclarece.

Gino reitera que não é contra os índios, mas é contra o não cumprimento da lei e a demagogia projetada nos índios e nos proprietários rurais por não saberem selar a paz.

Deixe seu Comentário

Leia Também

ITAQUIRAÍ
Carreta com 800 caixas de cigarros é abandonada em assentamento
FUTEBOL
Brasil e Coreia do Sul fazem amistoso hoje em Abu Dhabi
UEMS
III Seminário em Educação, Gênero, Raça e Etnia começa nesta terça
MAIS CARO
Petrobras eleva em 2,8% o preço da gasolina nas refinarias
AQUIDAUANA
Homem é preso após manter gestante de 6 meses em cárcere privado
OPERAÇÃO PATRÓN
Ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes é alvo de mandado de prisão na Lava Jato
TEMPO
Terça-feira de sol com algumas nuvens em Dourados; não chove
CAMPO GRANDE
Após golpes de garotas de programa, polícia orienta cliente pagar em dinheiro
POLÍTICA
WhatsApp diz ter banido 400 mil contas durante as eleições de 2018
MIRANDA
Polícia prende três bolivianos transportando 23 quilos de cocaína

Mais Lidas

TRÂNSITO
Aos 84 anos, mulher sai de bailão bêbada e acaba presa após acidente em Dourados
FRONTEIRA
Homem é executado com mais de 20 tiros e gestante baleada
FRONTEIRA
Alvo de pistoleiros, jovem fica ferido após ser atingido por disparos em frutaria
ROCHEDO
"Velho do PCC" morre em confronto com o Choque