Menu
Busca terça, 18 de fevereiro de 2020
(67) 9860-3221

“Terra não é solução para fim de conflito indígena”, diz Gino

09 junho 2011 - 08h15

O vereador Gino Ferreira (DEM) liderança rural em Dourados está preocupado com a situação de conflito entre proprietários rurais e índios após a invasão de uma fazenda em Dourados, próximo ao anel viário, por grupos das etnias guarani e caiuás, no início da semana.

Segundo Gino a situação se agrava à medida que não há uma intervenção mais efetiva dos órgãos competentes, como a Funai (Fundação Nacional do Índio), para resolver o impasse. “A invasão foi feita em uma propriedade rural praticamente dentro da cidade. Os ânimos vão se acirrando e nenhuma providência é tomada”, explica o vereador que diz ainda, “Quando a Funai é criticada pelo descaso com os índios acham que há falta de compreensão. Porém, os proprietários não conseguem falar com o órgão responsável pelos índios para que diálogos sejam mantidos para que se busque soluções para a questão”, relata.

Para o líder ruralista, o órgão competente que assiste aos indígenas tem a responsabilidade de investigar a origem dessas invasões, pois ‘há rumores de que os vários índios que estão acampados nas terras invadidas estariam alcoolizados’ e que ‘antropólogos são os incentivadores as invasões’. “É preciso fazer com que a verdade venha à tona. Não queremos ser injustos, mas também não podemos ser injustiçados. É preciso que as autoridades competentes avaliem de maneira ágil, toda essa situação e apresente uma solução”, afirma.

Gino salienta que a bancada ruralista, juntamente com os órgãos competentes, está discutindo com o governo federal a possibilidade de comprar as terras e instalar as famílias indígenas e assim, terminar com o conflito, porém acredita que esta medida não atenderá todas as necessidades do povo indígena.

“Sabemos que terra não é a solução para garantir uma vida digna aos índios. Mas quem tem que provar que terra é a solução e a Funai e o governo federal. Eles poderiam começar por Bodoquena, onde os índios da etnia Kadiwéu tem 500.00 hectares para uma população de dois mil índios que vivem em condições miseráveis e que, muitas vezes, a sociedade não toma conhecimento”, esclarece.

Gino reitera que não é contra os índios, mas é contra o não cumprimento da lei e a demagogia projetada nos índios e nos proprietários rurais por não saberem selar a paz.

Deixe seu Comentário

Leia Também

CASSILÂNDIA
Bandidos invadem revendedora de carros, arrombam cofre e levam R$ 25 mil
DOURADOS
Polícia volta a empresa alvo de operação e cumpre novos mandados
NEGÓCIOS & CIA
Carros para todos os momentos, a Unidas tem
BRASIL
Resultado da segunda chamada do ProUni já está disponível
ELEIÇÕES 2020
Mochi vê em Renato Câmara "prefeito com perfil ideal para Dourados"
Educação
O que você vai fazer pela sua carreira em 2020?
AQUIDAUANA
Membro do PCC tenta fugir, bate em viatura e é preso com droga
ASSASSINATO
Réu por crime descrito como extermínio vai a júri popular nesta terça em Dourados
LEGISLATIVO
Deputados analisam dois vetos durante a sessão ordinária desta terça-feira
Saúde e Bem-estar
Falando de Disgrafia!

Mais Lidas

DOURADOS
Ferido com tiro no peito, entregador chega pilotando moto na UPA
DOURADOS
Líderes de motim que causou estragos na Unei são levados à delegacia
DOURADOS
VÍDEO: Internos 'batem grade' e queimam colchões em princípio de rebelião na Unei
FRONTEIRA
Festa termina com aniversariante e convidado assassinados por pistoleiros