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Suplentes de “uraganos” que julgarão Cirilo e Pepa votaram pela cassação de investigados há oito anos

15 maio 2019 - 10h49Por Adriano Moretto

Vereadores com mandato na atual legislatura e que assumiram como suplentes após a Operação Uragano, deflagrada em setembro de 2010, em Dourados, votaram pela cassação dos parlamentares investigados na época. As sessões ocorreram em março de 2011. 

Hoje (15/5), às 17h, parte deles terá o papel de decidir pela cassação ou não de Cirilo Ramão (MDB), preso no ano passado suspeito de envolvimento em crimes de corrupção na Casa. Amanhã é a vez de Pedro Pepa (DEM), em encontro agendado para as 12h.

São remanescentes daquele período, o mesmo Pepa, afastado judicialmente e um dos alvos de processo de quebra de decoro parlamentar assumiu na vaga de Sidley Alves e o vereador Bebeto, que entrou na Casa como suplente de Aurélio Bonatto. 

Elias Ishy (PT) assumiu no lugar de José Carlos Cimatti, Juarez de Oliveira (MDB) no de Júlio Artuzi e Cido Medeiros (DEM) substituiu Marcelo Barros. 

Idenor Machado (PSDB) ocupou a vaga de Paulo Henrique Bambu e dias depois assumiu o cargo de secretário de Educação na intervenção do juiz Eduardo Rocha, abrindo espaço para Alan Guedes que ficou pouco tempo e não participou das votações.

Além dos seis nomes citados, Zezinho da Farmácia, Humberto Teixeira Júnior e Marcelo Hall foram afastados judicialmente após deflagrada a Uragano. 

Semelhança

A situação do passado se assemelha ao que acontece com os envolvidos na Operação Cifra Negra, Idenor, Pedro Pepa (DEM) e Cirilo Ramão (MDB). 

Como ocorre atualmente, na época, os vereadores afastados eram investigados por suspeita de integrarem esquema de corrupção que fraudou os cofres públicos.

Naquela ocasião, as comissões processantes deram parecer pela cassação dos envolvidos, com os votos em Plenário todos favoráveis, inclusive dos suplentes. 

Na noite desta quarta-feira (15/5), Cirilo Ramão será julgado na Câmara de Dourados pela quebra de decoro parlamentar. Para que seja cassado, são necessários 13 votos. 

O presidente da comissão processante encarregada de pedir o arquivamento do processo contra o emedebista, vereador Bebeto, se posicionou contra a denúncia realizada pelo farmacêutico Racib Panage Harb. 

Além dele, o relator Junior Rodrigues (PR), também se posicionou em arquivar o processo. Membro, Silas Zanata (PPS) foi voto vencido. 

Cifra Negra

Cirilo, Pepa e Idenor foram presos no dia 5 de dezembro do ano passado sob suspeita de integrarem suposto esquema em fraudes de processos licitatórios com empresas atuantes na área de tecnologia de informação na Câmara de Dourados. 

Uma semana depois a Justiça determinou o afastamento dos três da função. 

Outro inocentado pelas comissões, Pepa será julgado amanhã (16/5), em sessão agendada para as 12h. A processante que investiga Idenor ainda não entregou o parecer. 

Na semana passada, Denize Portollan (PR), teve o mandato cassado por unanimidade pela quebra de decoro parlamentar. Ela foi presa no dia 31 de outubro do ano passado dentro da Operação Pregão, que investiga fraudes em licitação na prefeitura de Dourados. 

Na época das investigações, ela ocupava o cargo de secretária de Educação. Todos os parlamentares aptos a participar do julgamento votaram a favor da perda dos direitos políticos dela. 

*Matéria editada às 11h15 para atualização

 

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