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GREVE

Servidores dos Correios ‘cruzam os braços’ por tempo indeterminado em Dourados

11 setembro 2019 - 10h50Por Vinicios Araújo

A partir desta terça-feira (11/9) pelo menos 50% dos servidores dos Correios de Dourados entram em greve. A paralisação é por tempo indeterminado e acontece a nível nacional. 

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios de Mato Grosso do Sul, Adriano Firmino Teles, a ação é uma forma de confrontar a inércia da estatal em garantir o acordo coletivo da categoria. 

O sindicalista ressalta que, ao invés de buscar as negociações, o Correios tem proposto cortes de benefícios garantidos ao longo de anos. 

“Estamos aqui por conta da retirada de direitos que a empresa colocou. Venceu nosso acordo coletivo em 31 de julho e desde junho estávamos buscando acordo com a empresa, mas nunca houve disposição da empresa em fazer a negociação. Eles querem reduzir nosso vale-alimentação, o vale durante as férias, quer reduzir de 70% para um terço das férias, quer tirar o anuênio, cláusulas sociais do contrato de acordo coletivo, mas nada de reajuste. Hoje a nossa luta não é de melhorar, mas de manutenção do que a gente tem fruto da luta há décadas”, disse. 

Adriano destaca que o enfrentamento tem como objetivo garantir a estabilidade financeira dos servidores. “O nosso salário não é alto não. Com 15 anos de empresa, eu não ganho mais que R$1.900,00. O que nos assegura uma estabilidade são esses benefícios, o percentual de férias, o anuênio”, comentou.

Em Dourados o serviço de entrega e administrativo estão parcialmente parados. Hoje pela manhã os manifestantes estiveram em frente ao Correio Central, na avenida Weimar Torres. A programação para os próximos dias ainda está em definição. 

PRIVATIZAÇÃO

Adriano afirmou que a pauta principal da greve não inclui a proposta de privatização dos Correios apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). No entanto, não deixa de estar entre as preocupações da categoria.

“Vemos essa medida com muita preocupação, principalmente pela contribuição social dos Correios. Hoje o serviço está à disposição da população em qualquer lugar do País, nos cantos mais remotos do território nacional. Muitas dessas agências não dão lucro de fato, sendo constatado o ganho mesmo em cerca de 300 das mais de 6 mil agências. No entanto nosso lucro é corporativo, assim no final de tudo os Correio não dá prejuízo. Caso privatize, o empresário não vai querer manter essas unidades remotas ativas, afinal a prioridade é o lucro e não o serviço. A previsão é de que a sociedade deixará de ser assistida e ainda demissões em massa deverão ocorrer”, avaliou.

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