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DOURADOS

Sem-terra protestam contra prisão de líder

21 setembro 2017 - 09h23

Integrantes do MSTB (Movimento Sem-Terra Brasileiro) realizam manifestação pacífica na rua Cuiabá, em frente ao 1º Distrito Policial de Dourados. Eles pedem a liberação do líder sem-terra Vanildo Elias de Oliveira, 43, o "Douglas", preso na quarta-feira apontado como responsável por vários crimes.

Munidos de cartazes, eles reivindicam ainda demarcação de terras e reforma agrária. Os sem-terra também afirmaram que não vão sair do local até que o rapaz seja liberado pela polícia.

"Vamos ficar aqui até liberarem ele [Vanildo]. Não entendo como uma pessoa que luta pro pedaço de chão comete crime", disse Diego Ferreira, um dos líderes do movimento.

Vanildo foi preso dentro de um hospital de Miranda após sair ferido de confusão ocorrida durante tentativa de ocupação do MSTB a propriedade rural na quarta-feira (20).

Na ocasião, segundo Diego, na tentativa de montar os barracos, eles foram surpreendidos por arrendatários que agrediram o líder.

A fazenda citada seria de propriedade do sul-coreano Sun Myung Moon, líder religioso conhecido como Reverendo Moon, que se instalou em terras sul-mato-grossenses, mais precisamente na região de Jardim, no início do século. Ele morreu em 2012 aos 92 anos.


A prisão

Na segunda-feira, de acordo com o boletim de ocorrência, oficiais de justiça chegaram em propriedade rural ocupada pelo grupo na BR-463 com medida judicial de reintegração de posse, porém, conforme relato à polícia, Vanildo incitou aproximadamente 50 pessoas a intervir.

Na ação, eles ameaçavam atear fogo em equipamentos e, ainda conforme os oficiais, incendiaram propriedades rurais.

O fogo atingiu em torno de 300 hectares, causando prejuízo a dois produtores rurais de R$ 2 milhões, segundo denúncia feita à polícia. Dois tratores, pá carregadeira e caminhonete por pouco não foram queimados também.

Após a confusão, as autoridades que estavam no local recuaram e registraram a ocorrência no 1º Distrito Policial de Dourados.

Ele foi denunciado pelos crimes de desobediência, associação criminosa, danificar floresta de preservação permanente e mais três artigos de dolo qualificado no Código Penal, além de ameaça.

Na delegacia, o sem-terra, acompanhado de advogado de Brasília (DF), negou todas as acusações.

Vanildo lidera o movimento nos municípios de Dourados, Nioaque, Rio Brilhante, Ribas do Rio Pardo, Nova Andradina e Miranda.

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