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LOGÍSTICA

Projeto de ferrovia que ligará Dourados ao PR empaca em estudo técnico

11 julho 2019 - 18h05Por Gizele Almeida

O projeto da ferrovia que ligará Dourados ao Porto Paranaguá (PR) está parado e não há prazos para novos encaminhamentos ou início das obras. O consultor em Infraestrutura e Logística da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná), João Arthur Mohr, falou sobre a situação ao programa Segunda Hora, da rádio CBN de Curitiba, nesta quinta-feira (11). 

A pausa na proposta, conforme explicado por ele, se dá por conta da desistência de um grupo coreano que estava a frente dos estudos de viabilidade do projeto ter desistido do mesmo, alegando “insegurança” quanto ao retorno dos valores que estava investindo.  

“O motivo é que ficaram um pouco inseguros quanto ao modelo de licitação. Se houvesse uma prorrogação da atual concessão [das ferrovias que integram a malha daquele Estado], eles correriam o risco de não receber por esses investimentos. Com isso ficaram inseguros e não continuaram o estudo”, disse. 

Anterior a desistência do projeto, o grupo havia atestado a viabilidade econômica, técnica e ambiental para a obra.

A participação do grupo coreano na proposta, se deu após abertura de PMI (Proposta de Manifestação de Interesse) para o corredor ferroviário, na gestão Beto Richa (PSDB). Ainda conforme Mohr, quatro participantes foram habilitados, no entanto somente o grupo seguiu com a participação e manifestou desistência posteriormente. 

Entre outros pontos para a desistência, o grupo sinalizou dificuldade de captar recursos com investidores para fazer os estudos necessários, em especial os trabalhos em “campo”.

“Chegou o momento que haveria o gasto maior colocar a equipe em campo fazendo sondagens do terreno e outros e então ocorreu a desistência”, afirmou Mohr. 

O governo do Paraná busca meios para retomar os encaminhamentos para tirar a obra do papel. O consultor destacou ainda que um estudo de engenharia para a ferrovia tem custo estimado de R$ 20 milhões. 

“O governador Ratinho Junior com sua equipe está elaborando um termo de referência para contratar esse estudo, essa modelagem”, afirma ao destacar que a implantação da estrada de ferro será feita com dinheiro privado. 

Em Dourados, a ferrovia foi bastante divulgada e teve o envolvimento de liderança políticas. Em outubro de 2017, inclusive, a cidade contou com uma consulta pública, com participação do então presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araújo, que destacou a importância da obra. 

“Não estamos vendendo ilusões, é um projeto consistente, transparente, discutido com os segmentos interessados, e até o final de 2018, início de 2019, teremos ele materializado”, disse Araújo na oportunidade.

Durante a consulta pública foi destacado ainda que quase 30% da produção nacional de grãos são colhidos no Paraná e Mato Grosso do Sul, e com isso, a importância da nova ligação ferroviária.

A obra 

O projeto inicial da Ferroeste tem estimativa em US$ 3 bilhões, algo em torno de R$ 10 bilhões, aplicados na construção da estrada de ferro que terá aproximadamente mil quilômetros, passando por Guaíra, Cascavel e Guarapuava, até o Porto de Paranaguá, todas cidades do Paraná.  

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