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ECONOMIA

Produtores de Dourados conseguem salvar lavouras durante geadas no final de semana

A estratégia usada foi não molhar o cultivo, o que evitou a queima de vegetais e hortaliças

08 julho 2019 - 11h42Por Vinicios Araújo

Pequenos produtores douradenses conseguiram salvar as lavouras durante a geada que atingiu a cidade neste final de semana. Com temperatura mínima de 0,9°C no sábado (6) e no domingo (7), a estratégia para não queimar os vegetais e folhas foi não molhar o cultivo coberto pelo gelo.

A horta do produtor Odair Pinto, 70, localizada nas proximidades do Parque Rego d’Água, permaneceu resistente e não contabilizou prejuízos. Ao Dourados News ele disse que a friaca contribuiu para o combate aos pesticidas e economia com agroquímicos. 

Cultivando hortaliças há 25 anos, o douradense afirma que para prejudicar a folha é preciso que as temperaturas sejam mais rigorosas, com registros negativos. 

Ele relembrou que no primeiro ano de trabalho, ouviu conselhos de que para evitar prejuízos era preciso molhar o cultivo. O resultado foi completamente negativo e ele acabou perdendo toda a lavoura. De lá pra cá nunca mais aguou o plantio durante geadas, deixando que o gelo fino evapore naturalmente com o sol.

“Meu filho também tem uma lavoura e durante a geada levantou 3h para regar o plantio dele lá. De manhã as abóboras dele ficaram tudo queimadas. Eu tive prejuízo uma vez só e foi porque joguei água. Hoje não faço mais não. E até é bom porque mata os insetos”, disse. 

A mesma coisa fez Valdeir Campos, produtor no Parque das Nações I. À reportagem ele contou que não molha a lavoura de 2,5 hectares durante a geada e no dia seguinte. Ele garante que essa estratégia é a melhor maneira de salvar a lavoura dos impactos do frio intenso. 

Por lá, hortaliças como alface ficaram completamente congeladas. Em vídeo registrado na manhã de ontem (7) ele mostra a folha coberta pelos cristais de gelo. (Confira ao final da matéria)

Prejuízo

Apesar disso, teve também quem acabou prejudicado pelo frio. O produtor Ivanderson Martins perdeu uma plantação de banana, parte do cultivo de milho e uma porção pequena de pimentões. 

Ele tem propriedade aos fundos do aeroporto regional Francisco de Matos Pereira e contou que buscou proteger a lavoura com telas e produtos biológicos (adubo foliar). 

“Na primeira geada o adubo até segurou o gelo, mas na segunda não deu conta. Queimou um bananal, um pouco dos pimentões e do milho”, disse.

 

 

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