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DOURADOS

Processante de Junior Rodrigues tem 10 dias para emitir parecer sobre arquivamento ou cassação

21 agosto 2019 - 10h57Por André Bento

A comissão processante instaurada na Câmara de Dourados para apurar denúncia de quebra do decoro parlamentar por parte do vereador Junior Rodrigues (PR) tem 10 dias para apresentar o parecer sobre arquivamento do caso ou cassação do parlamentar. Apesar da recente troca na presidência do grupo, o prazo de 90 dias estabelecido no final de maio foi mantido.

Sorteada presidente dessa processante durante a sessão ordinária de segunda-feira (19), a vereadora Daniela Hall (PSD) ainda não teve tempo para estudar os autos, conforme revelou ao Dourados News sua assessoria. Ela substituiu Marcelo Mourão (PRP), que deixou a Casa de Leis porque era suplente de Cirilo Ramão (MDB).

Com prazo final para apresentação de parecer no próximo dia 31 de agosto, a comissão criada no final de maio tem os vereadores Silas Zanata (Cidadania) na relatoria e Olavo Sul (Patriota) na condição de membro.

Essa processante foi aberta porque Junior Rodrigues, ex-líder da prefeita Délia Razuk (sem partido) no Legislativo, foi alvo de denúncia na Câmara de Dourados em 20 de maio por crime de responsabilidade político-administrativo. Ele foi acusado de suposto envolvimento em possível fraude numa dispensa de licitação que contratou lavanderia voltada à prestação de serviços para a Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados).

Levada à Casa de Leis pela advogada e ex-vereadora Virgínia Marta Magrini, a denúncia foi embasada em análise técnica da CGU (Controladoria Geral da União) que revelou vínculo entre pessoas ligadas diretamente ao parlamentar e funcionários da Lavanderia Global Serv.

Procurado pelo Dourados News na manhã desta quarta-feira (21) para comentar, o vereador Junior Rodrigues disse estar tranquilo. “Tem que ver como a comissão vai fazer, porque Daniela não acompanhou as oitivas, vamos aguardar eles se reunirem”, pontuou.

“Estou bem tranquilo, independente da decisão, porque durante todo o trâmite em nenhum momento teve qualquer indício de envolvimento meu nessa questão. Tudo foi questão matérias jornalísticas, e até hoje eu sequer fui indiciado ou intimado. Me coloquei à disposição do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal e nunca fui chamado. Então estou tranquilo e agora é aguardar. Se der continuidade vamos para a sessão de julgamento”, afirmou.

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