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JÚRI POPULAR

Primeira tentativa de feminicídio do ano ocorre às vésperas de julgamento por crime de 2018

20 novembro 2019 - 09h54Por André Bento

A primeira tentativa de feminicídio registrada neste ano em Dourados, quando um homem identificado até o momento como Gilmar, de 42 anos, atirou contra a ex-mulher, Raquel Julião da Silva Santos, 32 anos, na madrugada de quarta-feira (20), no bairro Estrela Verá, ocorreu às vésperas do júri popular de outro caso semelhante, consumado em 25 de junho de 2018.

Enquanto o autor desse crime mais recente está foragido e é procurado pela polícia, o réu pelo anterior, Edson Aparecido de Oliveira Rosa, de 35 anos, preso desde 26 de junho do ano passado, está prestes a ser julgado em sessão do Tribunal do Júri agendada para às 9h do próximo dia 26.

Proferida ainda em 26 de novembro de 2018, a sentença de pronúncia proferida pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Dourados determinou julgamento do réu por homicídio qualificado contra Yara Macedo dos Santos, por motivo torpe (sentimento de posse e não aceitar o término do relacionamento amoroso com a vítima), recurso que dificultou a defesa (réu agredir a vítima com socos e disparar contra sua cabeça quando caída ao solo), além do feminicídio, contra mulher em situação de violência familiar e na presença de descendente da vítima; e posse irregular de arma de fogo.

O crime foi cometido na frente de um filho do casal, de 14 anos, que ainda tentou impedir o pai de atirar. No decorrer do processo, a defesa de Edson chegou a requerer exame de sanidade mental no réu, sugerindo que o crime pudesse ter sido motivado por influência de “forte paixão” ou diante de “injusta provocação” da vítima.

Negado pelo juiz do caso, esse pedido gerou recurso ao TJ-MS, mas foi indeferido e posteriormente chegou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde também não prosperou.

De acordo com a denúncia oferecida pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual), Edson Aparecido de Oliveira Rosa é acusado de agredir, injuriar e ameaçar Yara Macedo dos Santos antes mesmo do homicídio, “tanto que fora autuado por estes crimes com medida protetiva expedida nos autos n.º 0804788-81.2018”, conforme relatado pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Dourados ao negar pedido de liberdade feito no decorrer do processo.

“Demonstrou que a ordem judicial não foi suficiente para lhe conter o ímpeto, caso tenha sido o autor do crime, a demonstrar possível reiteração de crimes se solto for, em ameaça à sociedade. Ademais, não demonstrou endereço certo e já estava em Sidrolândia quando preso em direção ao Estado de Mato Grosso como disse nesta solenidade, a indicar que pretendia se evadir, portanto, nada indica que permanecerá no distrito da culpa”, pontuou o juiz responsável pelo processo.

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