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OPERAÇÃO PREGÃO

Presa em operação assumiu vaga na Câmara no lugar de vereador condenado por improbidade

31 outubro 2018 - 14h50Por Adriano Moretto

A vereadora Denize Portollann (PR) foi confirmada entre os presos da Operação Pregão, desencadeada na manhã desta quarta-feira (31/10) em Dourados. Ela assumiu o posto no dia 12 de setembro, no lugar de Braz Melo (PSC), afastado por improbidade administrativa. 

Além dela, outros três mandados de prisão foram cumpridos dentro da ação desencadeada pela 16ª Promotoria de Justiça, porém, os nomes não foram divulgados pelo Ministério Público Estadual. 

Denize atuou como secretária Municipal de Administração logo no início do mandato de Délia Razuk (PR) e depois passou para a Educação, deixando a função desempenhada desde o ano passado em fevereiro. 

Na sua gestão frente a pasta, contrato de quase R$ 2 milhões foi assinado junto a empresa Energia – alvo de buscas na mesma operação - para que 98 merendeiras prestassem serviço à Rede Municipal de Ensino.

Houve dispensa de licitação na medida, o que acabou desencadeando processo investigatório por parte do poder público. 

Operação Pregão 

A Operação Pregão desencadeada pelo MPE apura supostos crimes de fraude em licitação, dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos, advocacia administrativa, além do crime conta a ordem financeira, notadamente em razão de fraudes em licitações e contratos públicos, praticados, em tese, durante a atual gestão municipal. 

O Dourados News apurou que durante a ação, policiais estiveram na casa de João Fava Neto, secretário de Fazenda, do servidor público Anilton Garcia de Souza e na Energia, de Pedro Brum Vasconcelos Oliveira. O MP não confirma se eles foram presos. 

Coincidentemente, os três citados, mais Denize Portollann, foram notificados pelo MPE a prestarem esclarecimentos no início de novembro, sobre o Inquérito que apura irregularidades na contratação da empresa de Pedro Brum. 

Força-tarefa

A operação é encabeçada pela 16ª Promotoria de Justiça local e conta com apoio de outras promotorias do órgão, além de policiais do Gecoc (Grupo Especializado no Combate à Corrupção), Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) e DOF (Departamento de Operações de Fronteira), além da Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira).

O nome da operação “Pregão”, refere-se à modalidade de procedimento licitatório mais utilizada pelos investigados em sua atuação. 

No total, participaram da operação 13 equipes, compostas por aproximadamente 75 policiais militares, civis e servidores, além de seis promotores de Justiça de Dourados e Campo Grande. 

 

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