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Prefeitura de Dourados implanta Controladoria

22 março 2005 - 15h02

Com o objetivo principal de buscar maior eficiência com menor custo no trato da coisa pública, servindo como ferramenta de articulação das ações de governo, a Prefeitura de Dourados está implantando uma Controladoria. Ao contrário do que o nome sugere, essa repartição não tem o estigma policialesco, explica o professor Jorge Manhães, superintendente do setor, profissional com 22 anos de experiência no Magistério, com Especialização em Administração de Empresas pela UFSC, crédito de Mestrado na mesma instituição, professor da Unigran e da MBA (Master in Busness Administration) na UFMS, em Campo Grande.Ele disse que esse tipo de trabalho se tornou muito comum em grandes empresas privadas, mas o Governo do Estado também já criou a sua Controladoria e, em nível de Dourados, ela surge como parte da Reforma Administrativa feita no início deste ano.A criação desse órgão vem de encontro, entre outros aspectos, ao rigor da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), exigindo maior zelo no trato da coisa pública. “É uma concepção de indução ao resultado”, explicou, entendendo que ocorre na Prefeitura uma dispersão de desempenho até por conta da forma pulverizada de se administrar e da natural independência de cada secretaria, uma dificuldade natural de integração da gestão.A Controladoria, nesse sentido, vai se colocar à disposição das secretarias. “O que não pode é ocorrer ações concorrentes, e com a racionalidade administrativa, o pano de fundo de tudo isso será a redução de custos”.Exemplos simples de desperdício como se tirar duas cópias quando se necessita apenas de uma, enfim, “não pode se ter capacidade ociosa porque a ausência de resultado é tirada do benefício do cidadão”, argumentou.Além disso, a Controladoria vai desenvolver levantamentos dos gastos das secretarias maiores como de Saúde Pública, Educação e Infra-Estrutura, cujos dados serão encaminhados ao prefeito Laerte Tetila até para ele ter maior conhecimento do desempenho de cada setor porque ele é o ordenador de despesas e responde judicialmente, com seus imediatos, por eventuais erros cometidos com as contas públicas.Esse modelo foi concebido pela Secretaria de Governo na segunda gestão do Tetila e o professor Manhães está com a missão de colocar todo esse trabalho em prática, buscando a melhoria da concepção de gestão pública. A diferença básica entre o Poder Público e a empresa, explicou, é que no governo o ordenador de despesas não coloca em risco o capital de giro, mas no Governo do Estado, por exemplo, houve um maior controle sobre a frota e um sistema de racionalidade que mostra quando se torna mais econômico comprar um veículo novo do que continuar fazendo a manutenção no usado.  

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