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ONCOLOGIA

Polo em saúde, Dourados ‘exporta’ mais da metade dos pacientes com câncer

11 setembro 2019 - 09h10Por André Bento

Polo regional que centraliza os serviços de saúde de 33 municípios e com população total de 831.310 habitantes, Dourados “exporta” mais da metade dos pacientes com câncer nela domiciliados. Tanto para quimioterapia quanto para radioterapia, o principal destino fora de Mato Grosso do Sul é o Hospital de Amor de Barretos, em São Paulo.

Essas informações constam na Resolução nº 96/CIB/SES, publicada nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial do Estado para “homologar aprovação da Linha de Cuidado da Oncologia na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no estado de Mato Grosso do Sul para região de Saúde de Dourados – MS”.

“Considerando a necessidade da ampliação da oferta em Oncologia na macrorregião de Dourados, hoje referenciada para outros locais dentro e fora do estado, e mediante a solicitação formal do Hospital Evangélico na manutenção da habilitação como serviço de UNACON, resolve-se incluir o Hospital Cassems como UNACON com Serviço de Radioterapia com Complexo Hospitalar e o Hospital Evangélico Dr. e Sr.ª Goldsby King como UNACON”, consta na resolução assinada pelo secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende Pereira, e pelo presidente do Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde) Wilson Braga.

O grupo formado por Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul) e CTCD (Centro de Tratamento de Câncer Dourados) foi contratado em 2017 pela Prefeitura de Dourados após vencer licitação para prestação de serviços médicos hospitalares e ambulatoriais de média e alta complexidade na área de Oncologia.

Para assumir trabalho até então prestado pelo HE (Hospital Evangélico), firmou contrato de R$ 21 milhões, dos quais R$ 17.743.194,30 para a Cassems atuar nos procedimentos cirúrgicos, e R$ 3.464.471,70 ao CTCD, responsável pelo atendimento de Radioterapia e Quimioterapia.

Ao detalhar a pactuação da programação assistencial de média e alta complexidade, a publicação inclui o levantamento do número de quimioterapia e radioterapia realizadas em pacientes domiciliados na região de Dourados para apontar que, atualmente, pode-se observar  “a migração de vários pacientes da macrorregião para outros serviços, dentro e fora do estado, muitas vezes por demanda espontânea”.


Numa tabela com dados de janeiro a abril deste ano, a Secretaria de Estado de Saúde detalha que 2.715 pacientes domiciliados em Dourados passaram por quimioterapia nesse período. Desse total, 1.024 foram atendidos no município e 1.691 em outras cidades e até estados, São Paulo e Paraná. Fora de Mato Grosso do Sul, o principal destino foi o Hospital de Amor de Barretos, que atendeu 774 pessoas.

Cenário semelhante é observado nos casos de radioterapia. Das 197 realizadas no primeiro quadrimestre de 2019, menos da metade, 93, ocorreram em Dourados. Outros 104 pacientes domiciliados no município foram “exportados”, a maioria, mais uma vez, para Barretos, 77.

“Nos casos em que no Estado de Mato Grosso do Sul, não houver o tratamento necessário ao paciente, o encaminhamento é realizado TFD (Tratamento Fora do Domicílio) através da regulação estadual da Secretaria de Estado de Saúde – SES”, detalha a resolução.

Ainda de acordo com esse documento, “o acesso dos pacientes internados nas Unidades de Saúde de Dourados e hospitais da região de saúde, para consulta de oncologia clínica, quimioterapia, radioterapia, braquiterapia, iodoterapia e procedimentos cirúrgicos, para as especialidades não ofertadas no município, dá-se através de solicitação à Regulação Municipal de Leitos, através do CORE, com relatório médico atualizado contendo as seguintes informações: história clínica, estado geral, nível de consciência, sinais vitais, dispositivos em uso, resultados de exames, medicações”.

“O profissional autorizador deverá receber e avaliar esses documentos e encaminhar via sistema CORE, à unidade executante para avaliação médica. O transporte sanitário destes pacientes é de responsabilidade do município onde o paciente está internado”, detalha a publicação.

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