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EDUCAÇÃO

Pesquisa avalia doenças infeciosas na reserva indígena de Dourados

09 novembro 2017 - 09h44Por Da Redação

Um estudo realizado pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) em parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e a Fundação Osvaldo Cruz, está avaliando o quadro da saúde da população indígena da Reserva de Dourados, especialmente no que se refere à prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

O estudo que tem apoio do Governo do estado do Mato Grosso do Sul, da Pró Reitoria de Extensão e Cultura da UFGD, Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI/MS), Secretaria de Saúde do estado do Mato Grosso do Sul e do Ministério da Saúde, pretende levar até esta população, melhorias em saúde.

O projeto intitulado “Estudo multicêntrico de doenças infecciosas na população indígena da reserva de Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil”, é coordenado pela Prof.ª Dra. Simone Simionatto, da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais da UFGD, e busca estimar a prevalência de doenças infecciosas na população indígena da reserva de Dourados, bem como identificar as variáveis associadas à aquisição e ao seu desenvolvimento, com intuito de se propor futuras intervenções em saúde pública, voltadas para a realidade desta população.

“Ao todo estão sendo ofertados à população exames para dez enfermidades, bem como atividades de educação em saúde”, afirma a coordenadora da ação. Já foram realizadas duas ações, as quais permitiram o atendimento de aproximadamente 500 pacientes e realização de mais de 1.500 exames até o momento, dentre eles, sífilis, HIV, hepatite B, hepatite C e PSA. Os pacientes positivos foram encaminhados para tratamento nos serviços de referência e acompanhados pelos serviços de saúde indígena.

O projeto vem sendo construído desde 2015 em parceria com o DSEI/MS, o Polo base DSEI de Dourados e a Secretaria de Saúde do estado do Mato Grosso do Sul, buscando integrar os serviços de saúde às atividades de pesquisa, ensino e extensão previstas no projeto.
 
A proposta também abrange educação em saúde, onde profissionais da área realizam atividades educativas com o intuito de promover o acesso da população indígena às informações sobre ISTs e seus riscos à saúde humana. A ação que tem como ponto forte a integração dos docentes, discentes e profissionais de saúde indígena através de ações de educação médica continuada, busca implementar projetos e ações assistenciais e educativas de caráter corretivo, preventivo e proativo, para melhoria da saúde e qualidade de vida à população indígena. Além disso, espera-se transferir o conhecimento científico gerado na Universidade atuando de forma integrada aos serviços de saúde, promovendo à prevenção de ISTs.

"Proporcionar aos discentes a vivência em equipes multiprofissionais em saúde faz parte da educação complementar dos alunos de Graduação e Pós-Graduação da UFGD e é papel da universidade oportunizar esta troca de saberes entre acadêmicos e a população”, afirma a Prof.ª Simone.

“A PROEX através do Programa UFGD + Saúde compreende a importância da interface Pesquisa e Extensão e apoia este Projeto, pois identifica a urgência de ações efetivas dentro das Aldeias indígenas, ou seja, o conhecimento gerado sendo aplicado efetivamente nas diferentes comunidades, considerando essencialmente suas respectivas demandas, para a melhoria de qualidade de vida da população. Com essa vivência todos ganham, com uma formação mais completa e cidadã”, afirma a Pró-Reitora de Extensão e Cultura Prof.ª Juliana Carrijo Mauad.

Acredita-se que os resultados obtidos com este estudo irão contribuir para determinar a prevalência e fatores de risco associados às principais doenças infeciosas que acometem a população indígena da reserva de Dourados/MS, contribuindo na proposição de futuras intervenções em saúde pública.

A UFGD objetiva ampliar estudos sobre a temática visando apoiar ações que visem a melhoria da qualidade de vida da população indígena.

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