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Em áudio, ex-deputado ‘confessa’ ter pedido para barrar nomeação de reitor eleito em consulta prévia

25 junho 2019 - 10h37Por Vinicios Araújo

O ex-vereador Wilson Biasotto, pai de Etienne Biasotto, reitor eleito em consulta prévia na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), divulgou em rede social um áudio que mostra o presidente da Fundação Municipal de Saúde e Administração Hospitalar de Dourados e ex-deputado estadual, Roberto Djalma Barros, afirmando ter recorrido aos senadores Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSL) para impedir a nomeação de Etienne na reitoria da instituição.

Conforme o áudio [OUÇA AO FINAL DESTA MATÉRIA], Djalma teria apresentado postagens em que o ex-vereador critica o presidente Jair Bolsonaro (PSL) como forma de embasar a petição. O áudio aparenta ter sido gravado em abril, um dia depois do MEC (Ministério da Educação) apontar irregularidades na eleição de Etienne na formação de lista tríplice

A eleição para reitor da UFGD gerou vários conflitos entre a instituição e MEC. Atualmente, a Justiça mantém a lista tríplice para reitor anulada. Além disso, o ministro Abraham Weintraub nomeou em caráter interino a professora Mirlene Damázio para ocupar o cargo. Por ela não ter constado na lista encaminhada, a comunidade acadêmica acusa o MEC de intervenção. 

Djalma Barros atualmente ocupa função de assessor na gestão de Délia Razuk (PR). Em nota oficial a prefeita disse que a opinião de Barros é um assunto particular dele e que não teria qualquer concordância com a gestão pública de Dourados. 

“Eu não tenho nada a ver com a opinião dele [Djalma], muito menos a administração municipal. É uma manifestação pessoal, de foro íntimo. Tenho o maior respeito pelo Etienne e pelo Biasotto. São ótimas pessoas, ótimos profissionais. Além do mais, eu não tenho que me manifestar sobre a eleição na UFGD, não tenho voto, não pertenço à universidade”, disse. 

A assessoria do senador Nelsinho Trad disse que o parlamentar nunca esteve com Djalma e que também não mantiveram qualquer tipo de contato sobre a disputa pela reitoria na UFGD. 

A senadora Soraya Thronicke reforçou que o impedimento para a posse de Etienne veio da própria Justiça Federal, e que quem não estiver de acordo com as medidas aplicadas pelo ministério deve recorrer diretamente ao dirigente da pasta Abraham Weintraub. 

“O MPF alegou que o processo de escolha do novo reitor havia desrespeitado a legislação e que a conduta dos professores envolvidos na eleição havia sido “antiética”. O uso do sistema de consulta com voto paritário também foi questionado. Portanto, a decisão foi do Poder Judiciário. Além disso, o MEC também avaliou a eleição como irregular. Os irresignados com a determinação devem recorrer ao poder judiciário e entrar em contato com o MEC para questionar a decisão diretamente com o Ministro Abraham Weintraub”, disse a parlamentar.

OUÇA O ÁUDIO PUBLICADO PELO EX-VEREADOR WILSON BIASOTTO

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