02/02/2012 13h56
Pacientes reclamam de superlotação na maternidade do HU
Maryuska Pavão
Na manhã desta quinta-feira (02), alguns pacientes do Hospital Universitário - HU de Dourados entraram em contato com a redação do Jornal Dourados News, reclamando sobre a superlotação da maternidade do hospital, assim como a falta de funcionários e a falta de estrutura para a demanda de mulheres grávidas.
Segundo informações de José Rafael da Silva Santos, marido de uma paciente, a esposa estava sangrando no corredor do hospital e não tinha conseguido atendimento. “Minha esposa está com 8 meses de gestação, está sangrando e não há ninguém para atendê-la, isso é um absurdo” afirmou José.
Outras duas pessoas, que pediram para não serem identificadas, ligaram e informando que até os médicos estavam indignados com a situação, reclamando da falta de leitos para as pacientes e poucos funcionários para prestarem socorro.
No último dia 26 de janeiro o Jornal Dourados News, divulgou o caso de uma mulher que ficou com o feto morto por mais de 19 horas no útero, onde o marido denunciou o descaso sofrido nos atendimentos tanto no CAM – Centro de Atendimento Médico como no Hospital Universitário.
NOTA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
A direção do Hospital Universitário da UFGD informa que a situação verificada na manhã desta quinta-feira (02.02) na maternidade apenas evidencia o excesso de demanda de atendimentos, em relação ao número de leitos disponibilizados pelo Hospital.
A maternidade do HU/UFGD dispõe de 25 leitos para atendimento de ginecologia e obstetrícia, além de seis leitos no centro obstétrico (destinado a mulheres em trabalho de parto) e outros seis na clínica cirúrgica – destinado a pacientes que fizeram cirurgia ginecológica.
Nesta quinta-feira, houve um excedente de 12 pacientes além da capacidade. Destas, duas permanecem no Centro Obstétrico e outras dez estão instaladas no corredor da maternidade. A direção do HU/UFGD entende que a situação é desconfortável as pacientes e familiares, mas garante que todas as pacientes estão instaladas em macas, com berços para os bebês e cadeiras para os acompanhantes. A equipe de enfermagem também foi remanejada para garantir um atendimento adequado a todos os pacientes.
Por fim, a direção do HU/UFGD lembra que o atendimento de ginecologia e obstetrícia é chamado “portas abertas”, ou seja, não depende da disponibilidade de vagas para encaminhamento. Todas as pacientes que chegam ao hospital, encaminhadas ou não, estão sendo devidamente atendidas, já que o HU/UFGD é referência para este atendimento pelo SUS para Dourados e toda a região.
(4) Comentários
e diga se de passagem que as enfermeiras e auxiliares de enfermagem da maternidade são todas de otima competência e tratam muito bem nós pacientes são verdadeiros anjos de azul
Essa superlotação só existe porque o HU é o único hospital de Dourados que atende esse tipo de procedimento pelo SUS, sem falar que está atendendo além do máximo suportado, e onde está o nosso Secretário de Saúde, que não disponibiliza outro hospital para desafogar essa superlotação toda?Muita gente reclama do atendimento de G.O no HU, mas não vê as pessoas em geral que passam horas ou até mesmo dias numa fila do Hospital da Vida Eterna sem atendimento...!!!
Mas então né.. tudo muito bonito..muito legal e hospital de portas abertas, não tem leitos suficientes,...mas e ai...o que vai ser feito para resolver o problema???? Qual a solução a curto??médio??e longo prazo/??? a população douradense merece respostas...e masi do que isso ação.

