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DOURADOS

MP pede condenação de vereador por "atrapalhar" investigação

31 Outubro 2017 - 09h42Por Adriano Moretto

O MPE (Ministério Público Estadual) ingressou com ação civil pública pedindo a condenação do ex-presidente da Câmara Municipal de Dourados, vereador Idenor Machado (PSDB), pela reparação por danos morais coletivos e multa, no valor de mais de R$ 669 mil. 

De acordo com o promotor de Justiça Ricardo Rotunno, titular da 16ª Promotoria de Justiça do município, em 2011, enquanto presidente da Casa, Idenor determinou a exclusão de dados do sistema de informação, mediante a utilização do software CCleaner, para impossibilitar o acesso do Ministério Público Estadual às informações necessárias que comprovariam a prática dos crimes apurados pela Operação Câmara Secreta.

A ação foi desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado) em 2011 e consistia num esquema fraudulento de empréstimos consignados na Câmara do município. Na época, os vereadores Sidlei Alves e Júnior Teixeira, além de assessores parlamentares e servidores da Casa, acabaram presos pelos policiais do Grupo. 

De acordo com o promotor, nas investigações sobre os crimes, alguns edis tinham acordado em não encaminhar ao Ministério Público a documentação requisitada referente aos holerites dos funcionários e dos vereadores do legislativo municipal com propósito de evitar a cassação de outros membros da Casa.

Ainda de acordo com a promotoria, descoberta a prática e iniciadas investigações pelo Ministério Público, Idenor Machado teria determinado a exclusão de dados solicitados pelo promotor, dos sistemas de informação da Câmara Municipal, no intuito de dificultar a comprovação dos ilícitos.

Diante das irregularidades, a 16ª Promotoria de Justiça pediu a condenação do vereador, pela reparação por danos morais coletivos no valor de R$ 50 mil a ser recolhido ao Fundo de Defesa e de Reparação Interesses Difusos Lesados, além do pagamento de multa civil no valor de R$ 619.203,00 correspondente a cem vezes o valor da remuneração recebida na época, bem como a perda do cargo e/ou função pública do requerido, sem prejuízo da suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público.

O Dourados News entrou em contato com Idenor Machado que se disse surpreso com o pedido do MPE. "Realmente eu estou surpreso", contou. "Vou procurar me defender, não sei o motivo desse pedido", relatou.

 

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