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DOURADOS

Universitários se aglomeram em semáforos para pedir dinheiro

11 fevereiro 2019 - 11h53Por Vinicios Araújo

Pelo menos 200 estudantes universitários estão distribuídos nos semáforos da Avenida Presidente Vargas, altura do Parque dos Ipês, para pedir dinheiro. A prática é conhecida como trote e considerada ilegal conforme a Lei Estadual nº 2.929, de 9 de dezembro de 2004.

O Dourados News conseguiu flagrar os jovens pedindo dinheiro.

A equipe de reportagem, mesmo com veículo caracterizado, foi abordada e conseguiu registrar um rapaz levantando os recursos para “farra”.

Em resposta ao questionamento do repórter, o estudante, com aparentes 20 anos, afirma: “é o jeito né”.

Durante a passagem pelo local para tentar coletar imagens dos estudantes mobilizados à ilegalidade, a reportagem acompanhou o trânsito de duas viaturas da Polícia Militar, que passavam pela região, porém, nenhuma ação ocorreu.

Pintados e alguns até caracterizados com objetos de referência dos cursos, os acadêmicos esperam o sinal vermelho surgir para se misturarem aos carros. Nos canteiros, alguns apenas dão as ordens, sendo provavelmente os veteranos. 

Nos trotes, quem se submete ao vexame de implorar trocados são os calouros recém-aprovados nos vestibulares. Nesta manhã eles estavam mobilizados nos cruzamentos da Presidente Vargas com as ruas Ponta Porã e Olinda Pires de Almeida.

MÁS LEMBRANÇAS

Em 2018, uma ocorrência de trote chamou a atenção do noticiário sul-mato-grossense. Uma jovem de apenas 17 anos foi alcoolizada e estuprada durante trote universitário.

Ela havia sido aprovada para ingresso na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e estaria na companhia de outros calouros e veteranos durante a festa. 

A mãe da adolescente foi quem registrou o boletim de ocorrência. Na época ela contou à polícia que trabalhava numa segunda-feira à tarde quando recebeu o telefonema de que a filha estaria sendo encaminhada ao hospital em quadro de coma alcoólico.

Após o aviso, ela se deslocou até o hospital e a encontrou vestida com roupas masculinas que não eram da menor. A mãe estranhou e ao checar as vestimentas íntimas, percebeu vestígios de sangue, porém, a menina não soube informar o ocorrido.

Dias antes outras duas denúncias com as mesmas acusações também foram registradas no 1° Distrito Policial. 

FISCALIZAÇÃO

Segundo a assessoria do 3° Batalhão da Polícia Militar, o serviço policial só entra em atuação quando ocorre a denúncia por constrangimento na hora de pedir os recursos ou por badernas nos pontos mobilizados. 

Conforme a lei estadual que proíbe o trote, é considerado ações desse tipo quando “realizado sob coação, agressão física, moral ou qualquer outro constrangimento que possa colocar em risco a saúde ou a integridade física dos calouros de estabelecimentos de ensino, pertencentes, mantidos ou vinculados ao Poder Público ou à iniciativa privada”.

Considera-se também crime o constrangimento à população e a prática de “pedágios” em via pública, conforme registrado nesta manhã.

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