Menu
Busca segunda, 16 de julho de 2018
(67) 9860-3221
ARTIGO

Leia o artigo "A desigualdade dos iguais", por Rosildo Barcellos

26 setembro 2017 - 08h47

Quando se trata dos direitos das Pessoas com Deficiência um detalhe me chama a atenção. A percepção de que os valores morais e éticos estão em decadência na nossa sociedade. Precipuamente, vislumbra-se como valor intrínseco, a aparência física e intelectual, mesmo sabendo que os dotes físicos são efêmeros, preocupa-se com o exterior e o belo, sem se importar com o imanente, com a essência. Nessa inversão de valores não há preocupação com o próximo evidentemente. Busca-se, a relação social somente entre os iguais, ofertando-se pouca importância para a inclusão dos desiguais.

Muitos esquecem que ante a uma pintura crescente e aterrorizadora de violências causadas pela marginalidade e pelo destempero no trânsito, além de algumas doenças incapacitantes, qualquer pessoa, por mera fatalidade, está sujeita a ter algum tipo de incapacidade física ou motora. Ou seja além da própria deficiência terá que superar a deficiência cultural da sociedade. Historicamente por muito tempo se mascarava a inabilidade dos grupos sociais majoritários em lidar com o diferente,tanto que a principal deliberação do II Congresso Internacional de Instrução de Surdos, ocorrido em 1880, em Milão, Itália, foi o banimento da língua de sinais. Vejam como por vezes os problemas são criados por nós mesmos. Imaginem como é comum assistir pais praticando ações desrespeitosas diante de seus filhos, ou seja, ofertando um péssimo exemplo e de um caráter desvirtuoso a eles,o que fatalmente replicará nessas crianças e na sociedade em formação ações inesperadas e inconsequentes. Agora junte-se problemas em casa de formação e distanciamento do poder público para os interesses reais da população.

Existem hoje, no Brasil, aproximadamente 6 milhões de pessoas com algum nível de perda auditiva, dos quais 1 milhão têm grande dificuldade ou são incapazes de ouvir e cerca de 1250 pessoas "surdo cegas". Embora o número de pessoas que apresentam perda auditiva por exposição constante a ruído esteja aumentando, as principais causas da surdez ainda são relacionadas a infecções, como rubéola, sarampo ou meningite. Ainda temos efeitos da Kerniktures e da eritroblastose fetal. Percebam como tudo se entrelaça: saúde pública, educação infantil, políticas sociais de inclusão; controle de ruídos, no trânsito, na construção civil, controle de infecções virais, lesões e toxicidade farmacológica. Não adianta tentar separar as coisas pois tudo volta a ser fundamentado no tripé: saúde, cultura e educação.


Rosildo Barcellos*

*Articulista

Deixe seu Comentário

Leia Também

DINHEIRO PÚBLICO NO RALO
Abandonada pelo poder público, obra em parque vira "casa" de vândalos e cracolândia
BRASIL
Banco estatal alcança 76,8 milhões de contas poupança
MIRANDA
PMA leva conscientização ambiental durante a Feira Indígena
MS
Em sua 5ª edição, Batalha de Bandas abre inscrições para bandas autorais
CAMPANHA SEGUE
Dourados segue com vacinação antirrábica itinerante
REGULAMENTAÇÃO
Suspensa resolução da ANS sobre coparticipação em planos de saúde
FLORESTINHA
Projeto atende mais de 11 mil alunos em 24 escolas
RECLAMAÇÕES
Banco Central divulga ranking de queixas a bancos no segundo trimestre
SÃO GABRIEL DO OESTE
Rifle, munições e facas são apreendidas e caçador é preso
BRASIL
Abertas inscrições do Encceja para privados de liberdade

Mais Lidas

ACIDENTE
Douradense morre horas depois de cair do cavalo em fazenda
RESIDENCIAL BONANZA
Homem atropela casal em Dourados após ser contrariado
DOURADOS
Homem é assassinado na porta da própria casa
DOURADOS
Homem é atropelado após “roletar” avenida com bicicleta motorizada