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SEMIABERTO

Internas transformam terreno baldio em horta em Dourados

22 junho 2015 - 11h20

Uma solenidade marcou na manhã desta segunda-feira (22) a implantação da horta feita pelas internas do Estabelecimento Penal de Regime de Semiaberto de Dourados, localizado na região central da cidade. Os 1.500 metros quadrados de um terreno que fica ao fundo do prédio onde abriga as mulheres começou a ser transformado em horta no final de 2014 com a preparação do solo, enquanto o plantio teve início em seguida.

“No final do ano passado aqui era um terreno baldio e foi cedido a título de comodato por prazo indeterminado. A implementação conta ainda com uma parceria da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) através do curso de agronomia”, explica a diretora do semiaberto feminino, Luzia Aparecida Ferreira.

O presídio conta hoje com 72 internas, entre elas de regime fechado, aberto e semiaberto. A capacidade do local é para 89. Os trabalhos na horta são feitos por 20 internas de maneira rotativa, ou seja, todas participam. São plantadas couve, alface, coentro, cebolinha, salsinha, rúcula, cenoura, beterraba e plantas medicinais.

De acordo com a diretora, a princípio as hortaliças são para consumo próprio e as ajudam a ter conhecimento sobre a agricultura familiar e futuro 'ganha pão'.

“A implementação da horta é a qualificação para as internas, ensina uma forma de trabalho de ganhar o próprio dinheiro e também uma profissão que podem seguir no futuro. Aqui é tudo bem feito com muito trabalho e dedicação por parte das internas”, disse Luzia.

Para Jéssica Celina da Silva de 22 anos, a horta foi uma experiência nova e que gostou muito em aprender a mexer com a terra. “Nunca tive contato com a terra, gostei muito. Não sabia nada sobre como cuidar de uma horta, aprendi tudo aqui desde a preparar o solo até a plantar”, conta.

Segundo o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul), Ailton Stropa Garcia, a iniciativa para a implantação do projeto foi da própria unidade.

“Em abril do ano passado a Luzia deu início aos trabalhos e está de parabéns, pois tudo que as internas aprenderem aqui servirá para o futuro, como forma de não voltarem a cometer crimes. A Agepen trabalha na frente de custódia, ela guarda as pessoas com o objetivo de torna-las melhor, usamos o trabalho a educação, as orientações de saúde para isso”, disse o diretor-presidente.

A solenidade teve a presença de várias autoridades da cidade, dentre elas representantes da segurança do município.



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