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Índio não pode ser massa de manobra, diz Gino Ferreira

27 maio 2011 - 09h52

O vereador e líder ruralista Gino Ferreira (DEM) participou do seminário “Questões Fundiárias em Dourados – MS”, promovido pelo Comitê Executivo do Fórum de Assuntos Fundiários, realizado nos dias 25 e 26, no auditório do Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran) e destacou a importância da discussão dos proprietários rurais e indígenas sobre questões que envolvem a demarcação de terras.

Segundo Gino, a posse de terras é um assunto polêmico, discutido há anos e que precisa da elaboração e execução de ações políticas que resolvam o impasse entre indígenas e produtores rurais. “Este problema não pode continuar em nosso Estado. Precisamos dar um basta. Muitos índios vivem abandonados pelas políticas federais e são usados como ‘massa de manobra’ de pessoas que vêem na situação precária que vivem nossos irmãos índios, uma forma de se beneficiarem”, afirma.

Ele citou a situação da fazenda Brasília do Sul, em Jutí, que foi invadida há anos, como exemplo dessas manobras. “Muitos índios falaram que a fumaça da queima da cana-de-açúcar, que não existe em nosso município, estava fazendo mal à saúde dos indígenas que moram próximo às plantações, porém, recentemente foi divulgado pela mídia que os índios que invadiram a fazenda atearam fogo em uma área. Será que a fumaça da nossa floresta nativa é menos nociva à saúde do que a fumaça da queima da cana?, indagou. “Isso deixa claro que existe jogo de interesse contra o segmento sucroalcooleiro e estas pessoas usam os índios para alcançarem seus objetivos”, denunciou.

O vereador explica que se por um lado o índio precisa de melhor assistência, por outro, os produtores rurais precisam garantir a posse de suas terras para que possam continuar desenvolvendo suas atividades agropecuárias. “Os proprietários rurais vivem o terrorismo das invasões de terras e não têm a tranqüilidade de garantir o sustento de sua família. Isso tem que ter um fim”, ressalta Gino.

SUGESTÃO

Para Gino, uma medida que atenderia os dois segmentos e resolveria o impasse, seria o Governo criar formas de pagamento justo das áreas que serão destinadas aos índios e não entregar sem um ressarcimento compatível as terras, deixando os proprietários sem amparo. “Chega de demagogia. Vamos tirar os índios da miséria em que vivem e dar tranquilidade aos proprietários rurais”, sugere o vice-presidente da Câmara de Dourados.

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