11/01/2017 15h50

Indígenas afirmam que resistirão às ordens


Da Redação
 
Indígenas afirmam que vão resistir às ordens de desocupação - Foto: Divulgação/Cimi Indígenas afirmam que vão resistir às ordens de desocupação - Foto: Divulgação/Cimi

Chega a cinco o número de reintegrações de posse envolvendo três áreas na região de Dourados. As ações foram determinadas pela 2ª Vara da Justiça Federal de Dourados, no final de dezembro. O caso mais urgente, em que a Polícia Federal pode fazer a retirada da comunidade a qualquer momento, é o tekoha - lugar onde se é - Yvu Vera.

Na segunda-feira, 9, venceu o prazo para a saída pacífica dos indígenas - entre esta semana e a próxima, a situação se repetirá em Jeroky Guasu e Ñamoy Guavira'y, todas na mesma região.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e a Fundação Nacional do Índio (Funai), Yvu Vera é uma área de quase 20 hectares que integra a Reserva de Dourados. Cinco "propriedades" passaram a existir e fazem parte da reintegração. Um parecer vinha sendo preparado pelo MPF e Funai para a Justiça Federal, que decidiu não esperá-lo e optar pela expulsão sumária, segundo informa o Cim i(Conselho Indigenista Missionário) em nota.

"Não vamos sair porque é terra indígena, do nosso povo. É parte da Reserva, que já tá pequena faz tempo. Tem família que sai porque não tem mais espaço e vamos deixar ruralista aqui dentro? Se tirar a gente, a gente volta a retomar. Tem uma chácara aqui que tava abandonada e agora tem plantação de mandioca, feijão, moradias", afirma Catalino Guarani e Kaiowá, liderança de Yvu Vera.

As demais áreas com despejos a serem cumpridos - Jeroky Guasu e Ñamoy Guavira'y - fazem parte da demarcação Dourados Amambai Peguá I.

Localizadas no município de Caarapó, em cada uma delas são duas "propriedades" a serem reintegradas. Nas decisões de primeira de instância, a Justiça Federal obriga a Funai a retirar os indígenas dos tekoha em um prazo de cinco dias.

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