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III Encontro relaciona o Parkinson e o papel da equipe multidisciplinar

01 novembro 2017 - 08h37Por Da Redação

Acadêmicos, professores e pacientes se reuniram para o III Encontro Científico do Grupo de Parkinson, projeto de extensão da Unigran em parceria com o Ambulatório de Parkinson do HU (Hospital Universitário) de Dourados. O tema do debate foi "Resiliência na Doença de Parkinson: o papel da equipe multidisciplinar na vivência do adoecer crônico".

O projeto conta com uma equipe multiprofissional, profissionais e estudantes das áreas de Fisioterapia, Medicina, Psicologia e Nutrição, para atender pacientes com Parkinson. Neste ano, os participantes contaram com quatro palestras apresentando o resultado das atividades que são realizadas, bem como o trabalho dos nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais no que se refere à abordagem do Parkinson.

A médica neurologista e psiquiatra Elisabete Castelon Konkiewitz, uma das coordenadoras do Grupo de Parkinson, afirma que o Encontro tem uma perspectiva acadêmica, o público-alvo são os alunos e os profissionais das diferentes áreas que se interessam por Parkinson, como da fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, musicoterapia, medicina, enfermagem, nutrição e assistência social.

“O projeto tem caráter multiprofissional, mas também social, no sentido de alertar a sociedade douradense, as pessoas de modo geral, sobre a importância dessa doença que acomete uma a cada mil pessoas, sendo 1% da população acima de 60 anos. Não é uma doença infrequente, é preciso entender que ela tem diferentes componentes, não é só o componente motor, o Parkinson envolve depressão, dor, dificuldade de sono e de locomoção, problemas de equilíbrio e autoestima, porque a doença se torna visível e às vezes o paciente se sente envergonhado, constrangido, inferiorizado”, menciona.

Mesmo tendo como foco o caráter científico, neste ano o evento trouxe uma novidade: a participação dos pacientes, os quais assistiram às palestras e puderam relatar suas histórias por meio de depoimentos. “Esse encontro serve para sedimentar o grupo e estimular as pessoas a participar. A nossa meta é ampliar as atividades, conseguir mais pacientes. Este é um projeto modelo, com esta característica multiprofissional”, enfatiza Elisabete Konkiewitz.

A coordenadora do projeto pela Unigran e professora do curso de Fisioterapia, Cyntia Letícia Batistetti, revela o ensejo de promover o Encontro com a participação dos pacientes e familiares. “O Parkinson é uma doença crônica, progressiva, nós sentimos uma ansiedade nos pacientes quanto à piora, aos novos sintomas que vão aparecendo, a ideia foi ter um momento de dar uma injeção de ânimo, os profissionais palestrantes falaram de forma motivacional, dando um grande incentivo”, ressalta.

O projeto é uma vivência importante tanto para os estudantes, quanto para os pacientes, conforme a professora. “Os alunos desenvolvem trabalhos de conclusão de curso, trabalhos interdisciplinares, com isso, eles conseguem ter uma vivência prática, pois têm contato direto com os profissionais e com os pacientes. Para os pacientes, esse convívio em grupo é essencial, faz com que eles fiquem sempre motivados. Nós temos um grupo muito forte, estão sempre dispostos a fazer todas as atividades que propomos. É gratificante e uma alegria fazer parte deste trabalho”, destaca Cyntia Batistetti.
Atendimentos do Grupo

O Grupo de Parkinson de Dourados oferece atendimento gratuito às sextas-feiras, das 8 às 9 horas na Clínica de Fisioterapia da Unigran. O contato pode ser feito pelo telefone (67) 3411-4163.

 

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