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Em depoimento GM reafirma que PM se identificou ao entrar na casa de PF

08 junho 2011 - 08h57

A Polícia Civil que investiga o caso da morte do militar Sandro Alvares Morel, 36 anos, ocorrida no dia 08 de maio, em Dourados, ouviu na manhã de de terça-feira (07) pela segunda vez a guarda municipal para esclarecer os fatos. Em depoimento, a guarda municipal reafirmou que ao entrar no apartamento do policial federal, Sandro se identificou como sendo da polícia duas vezes e o mandou deitar no chão.

No início do mês passado, o Policial Federal Leonardo de Lima Pacheco, acusado de matar o policial militar Sandro Álvares Morel, esclareceu ao Delegado Humberto Peres de Lima, no 1° Distrito Policial, que quando atirou no PM foi por legítima defesa, pois segundo Pachego, Morel teria atirado primeiro e que ele não sabia que era policial.

Durante todo o depoimento, Pacheco afirmou não saber que o homem que entrou em seu apartamento era um policial, pois ele tinha marcado um encontro com uma mulher pelo MSN, sendo esta a Guarda Municipal, mas que durante conversa na internet ele teria pensado que ela fosse uma prostituta, pois segundo ele durante as conversas ela teria pedido para que ele a pagasse pelo encontro.

###Divergência

O ponto de divergência entre os depoimentos está justamente nas versões dadas pelo PF e pela Guarda Municipal. Uma vez que o PF alega que o militar não se identicou como sendo da Polícia. Já a Guarda Municipal reafirmou que o PM antes de entrar no apartamento do Policial Federal se apresentou como sendo policial.

De acordo com Pacheco, a mulher por sua vez teria ido até o local, acompanhada por dois policiais que estavam de serviço pela PM. Pacheco disse que quando ela chegou ao apartamento perguntou se tinha mais alguém, foi quando Morel entrou no apartamento mandando ele deitar no chão.

O Policial Federal alegou que achou que havia caído em uma cilada e que eles quisessem assaltá-lo, pois segundo Pacheco o PM não estava uniformizado, tão pouco se apresentou como policial. Foi quando tentou pegar sua arma e o policial teria atirado duas vezes contra ele e para se defender também atirou.

Em seguida, quando Pacheco saiu do prédio e viu no pátio do condomínio a mulher conversando com outro homem, e o mesmo atirou contra ele, por sua vez também disparou o então PM José Pereira de Souza, que foi ferido na perna.


###Liberdade

No dia 13 de maio, a justiça concedeu liberdade provisória para o agente federal Leonardo de Lima Pacheco, 35 anos,

A defesa de Leonardo havia pedido ao juiz o relaxamento da prisão, por considerar que não houve elementos para o flagrante. O magistrado rejeitou esse pedido, mas entendeu que o policial federal pode responder ao processo em liberdade, por se tratar de réu primário, com residência fixa.

O agente da PF está na carceragem da Corporação em Dourados.

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