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Gasolina deve sofrer novo reajuste até dezembro

02 julho 2015 - 13h00

A gasolina pode sofrer mais um reajuste nos próximos meses e os consumidores terão que apertar novamente o orçamento por conta do aumento. A informação é do novo presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine em entrevista ao jornal Folha de São Paulo de quarta-feira (01).

A medida, caso seja confirmada, pode elevar ainda mais o preço do litro em Dourados, cidade com um dos valores da gasolina mais caros do Estado, de acordo com pesquisa desta semana da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível). A média no município é de R$ 3,614. A cidade com o valor mais caro é Corumbá com R$ 3,668.

De acordo com o jornal, o presidente disse que não tem como garantir que não haverá o reajuste, assim como também não especificou ao certo quando irá ocorrer e de quanto seria. O último deles aconteceu em novembro de 2014 e em janeiro de 2015 os consumidores já sentiram no bolso a diferença. "Não dá para garantir que não haverá", disse em entrevista a folha.

O reajuste foi mediante a elevação do PIS (Programa de Integração Social) e o Confins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social). Os aumentos nas taxas foram de R$ 0,22 para a gasolina e R$ 0,15 para o diesel, em média, para as distribuidoras o que acarretou um aumento maior para o consumidor.

Desde que assumiu o cargo em janeiro deste ano, Benedine, vem atuando para inverter a situação em que se encontra a companhia, desde o início da ‘Operação Lava Jato’ e a descoberta do desfalque na Petrobrás, que gerou um escândalo e um rombo nos cofres públicos.

Na entrevista ele garante que o governo não tem interferência na questão do reajuste e que deve ser feito pelo conselho e não pela presidência da República, assim como se limitou a comentar sobre as empresas da operação Lava Jato.

"Não me cabe comentar. Pessoalmente é vital a empresa ter uma cadeia de fornecedores para conceber seu plano de negócios. Estamos revisando nosso cadastro com previsão de medida protetivas e regras rígidas de controle nos contratos atuais e futuros. Decisões são cruzadas e colegiadas, tudo subirá para o alto escalão. A partir de agora, nenhum contrato ou aditivo será implementado sem as devidas análises e aprovações", disse Benedite.

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