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Formatura do Pronera/UFGD emociona e se torna símbolo de superação

14 dezembro 2012 - 11h42

Os rostos ansiosos não escondiam que aquela seria uma das noites mais importantes de suas vidas. Para alguns, sem dúvida, a maior conquista que sequer imaginariam alcançar. E, assim, os 56 formandos do curso de Licenciatura em Ciências Sociais da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), realizado por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), entraram na noite de 13 de dezembro, um a um, no Auditório Central da Unidade II, para de lá saírem com um diploma nas mãos, certificado não apenas de sua formação, mas de sua superação e força de vontade.

Às 19 horas a cerimônia foi iniciada pela apresentação da Orquestra Experimental da Escola Rural Monte Azul, localizada no Assentamento Taquaral, em Corumbá (MS). Meninos e meninas do Ensino Fundamental, regidos pelo maestro e professor Sérgio Pereira, extraíram de violões, flautas e violinos, clássicos da música erudita, como “Jesus, alegria dos homens”, de Johann Sebastian Bach, até canções populares como “Chalana” (Mário Zan e Arlindo Pinto) e “A tristeza do Jeca” (Angelino de Oliveira).

Em seguida, o grupo de teatro dos assentamentos aos quais pertenciam os formandos, clamou pela democratização do ensino universitário ao bradar que “a universidade pertence ao povo e não é patrimônio de ninguém”. A apresentação, que emocionou a muitos, deu o tom ao que viria a seguir com a entrada dos acadêmicos, que estampavam em seus semblantes a dura caminhada percorrida até ali. Dura, porém vencida.

Repleto de familiares, amigos e autoridades, o auditório vibrou com o discurso dos oradores Valdirene de Oliveira e Cristiano Almeida da Conceição. Ele lembrou a todos que “os camponeses romperam a cerca do conhecimento”, alegando que no início do curso houve dificuldade em organizar a turma, pois cada um trazia o que foi apreendido de seu movimento social.

No entanto, ressaltou Cristiano, logo o individualismo deu lugar ao companheirismo. Palavra esta, que segundo Valdirene, marcou vários momentos vividos nos quatro anos. “Havia amizade entre todos, alunos, professores, funcionários, motoristas. E aos poucos as linguagens foram mudando e os novos conceitos se incorporando ao nosso cotidiano”, completou.

Ela lembrou quantos acadêmicos pensaram em desistir, em função da distância a que ficariam da família quando das aulas presenciais. Muitas mães que tiveram de deixar os filhos em casa, casais que passaram tempo longe. No final, disse ela, tudo deu certo e hoje “cabe a nós decidir de que lado estamos e que papel teremos na sociedade daqui para frente”.

###Programa
Enquanto a maioria dos cursos da UFGD acontece ao longo de oito meses no ano, as atividades de Ciências Sociais/Pronera eram divididas em duas etapas de 30 dias. Durante os módulos presenciais, os estudantes assistiam aulas em tempo integral. Quando voltavam para o assentamento, os estudos continuavam, pois tinham que realizar projetos com a comunidade e escrever relatórios de avaliação.

Essa é a primeira graduação em Ciências Sociais para assentados rurais do Brasil. Em Mato Grosso do Sul, a iniciativa é pioneira, pois quando de sua implementação ainda não existia curso do Pronera no Estado. Os moradores de assentamentos que concluíram a faculdade poderão lecionar Sociologia no ensino fundamental e médio, atuando como educadores sociais.


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