Menu
Busca quinta, 19 de julho de 2018
(67) 9860-3221

Falta de investimento ameaça etanol no Brasil

23 maio 2011 - 08h33

A freada nos investimentos do setor sucroalcooleiro, após o revés sofrido com a crise mundial de 2008, poderá interromper o sucesso do etanol brasileiro, uma experiência vista como modelo no mundo inteiro. Sem grandes projetos à vista, a expectativa é que haja déficit de cana-de-açúcar para atender à frota crescente de veículos flexíveis, cuja participação no mercado nacional tem avançado a uma taxa média de 35% ao ano desde 2006.

Se não houver uma reversão no quadro, a previsão é que o volume de carros bicombustível abastecidos com etanol caia gradualmente. A participação, que já atingiu 60% na safra 2008/2009, recuou para 45% neste ano e pode cair para 37% em 2020/2021, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Na prática, o motorista terá de consumir mais gasolina, por causa da desvantagem do preço, ou reduzir o uso do veículo.

A meta da Unica era abastecer com etanol 66% da frota de bicombustíveis – ou seja, dois terços do mercado. Mas falta matéria-prima. Nesta safra, por exemplo, o déficit seria de 143 milhões de toneladas de cana para conseguir atingir o objetivo. Para os próximos dez anos, a diferença tende a aumentar e alcançar 400 milhões de toneladas se novos projetos não saírem do papel.

Esse déficit deve ocorrer mesmo com a expansão prevista para as 430 usinas em operação hoje, diz o presidente da Unica, Marcos Jank. A expectativa é de que, juntas, elas acrescentem 342 milhões de toneladas de cana nos próximos dez anos, sendo 146 milhões até 2015. Isso vai envolver a renovação dos canaviais e a expansão da área plantada. Mas esses investimentos serão suficientes apenas para atender a uma parte da demanda.

Para abastecer 66% dos carros flex, o país teria de dobrar a área plantada, chegando a algo como 18 milhões de hectares – isso, nos padrões atuais, sem considerar as novas tecnologias, que poderão aumentar a produtividade. Na safra atual, o aumento da área plantada será de 4,8%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nas contas de Jank, o setor precisará de R$ 80 bilhões de investimentos nos próximos dez anos para atender à demanda. Isso significa 133 usinas ou 15 unidades por ano.

Deixe seu Comentário

Leia Também

UEMS
Educação a Distância promove curso de formação para acadêmica
FRONTEIRA
Oficial de Justiça é feita refém por homem revoltado com intimação
SELEÇÃO
Corpo de Bombeiros de MS abre inscrições para voluntários músicos
NAVIRAÍ
Mulher que descobriu gravidez aos 7 meses dá a luz no banheiro de casa
FIQUE ATENTO
Os homens também devem se preocupar com a saúde
SUDESTE DO BRASIL
Santo Antônio do Pinhal tem muita aventura de adrenalina
MENINAS ADOLESCENTES
Look do Dia: o visu nude deu match com o cabelo lavanda da Ariana Grande
MS-156
Traficantes abandonam caminhonete com mais de 1t de maconha
QUINTA DO CHOCOLATE
Sem demora: bolo de chocolate no microonda fica pronto em 10 minutos
COM INVERNO SECO
Colorido dos ipês contrasta com "poeira típica" douradense

Mais Lidas

DOURADOS
“Aqui é PCC!”, disseram atiradores que mataram dupla
DOURADOS
Maconha apreendida em caminhão e casa no Água Boa totalizou mais de 4,3t
CAMPO GRANDE
Douradense é preso acusado de ser mandante de tentativa de roubo de avião
PONTA PORÃ
Jovem diz que recebeu 25 kg de maconha como pagamento por sexo