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Douradenses sofrem no dia a dia por problemas de mobilidade

20 junho 2015 - 09h00

Não faltam situações que tornam difícil a mobilidade da população na segunda maior cidade do Estado, em especial para os deficientes físicos. As calçadas esburacadas, rampas de acesso inadequadas, pisos táteis irregulares, entre outros fatores trazem perigos aos populares, além de deixar uma imagem de descaso.

Na área central de Dourados é possível encontrar vários exemplos desta questão. Os cadeirantes são os que sofrem para se locomover. Além das rampas inadequadas, a falta de adequação nos ônibus do transporte público é outra dura realidade enfrentada por eles.

Para se ter uma ideia, na rua João Cândido Câmara, via de acesso a agências bancárias, há uma rampa feita para os cadeirantes que passa sobre um bueiro. Já na Avenida Joaquim Teixeira Alves boa parte das calçadas está esburacada ou desnivelada.

O cadeirante Reinaldo Pedroso, 42, conta que esses fatores atrapalham muito o cotidiano de quem é portador de deficiência física. Ele cita que no caso de necessitar de ônibus são horas de espera para se conseguir um que seja ideal.

“Não podemos contar muito com as rampas tem as que são em cima de bueiros e as que são muito inclinadas, o que é um perigo assim como a buraqueira nas calçadas. Já para andar de circular é necessário perder muito tempo já que tem que passar umas quatro para se conseguir uma correta para entrar. Os funcionários até se oferecem para nos carregar para dentro, mas não aceito e espero, acho que isso seria humilhação já”, relata.

Para a recepcionista Gisele Gonçalves, 29, as calçadas esburacadas tornam complicada a situação das mães com criança de colo e de idosos. Ela comenta que nas principais avenidas da cidade a situação é comum, o que também acaba por dar um ar de desleixo.

“Representa perigo para nós mães, eu mesmo tenho um filho de colo e quando estou com ele não consigo olhar tanto por onde estou indo e para torcer o pé ou cair é fácil, imagina o quanto é ruim para as pessoas mais de idade também, além de ficar tudo com jeito de abandonado o poder público tinha que fazer melhorias rápidas”, citou.

Esse fator para quem é motorista como é o caso do autônomo Paulo Bastian,57, também gera transtornos. Ele conta que devido a situação das calçadas na área central, prefere deixar o carro um pouco mais distante.

“É muito complicado colocar o carro nesses locais e quando tem chuva os buracos acumulam enormes poças, prefiro deixar em estacionamentos privados ou mais distante um pouco do centro por esses motivos e também pela movimentação”, comentou.

Os pisos táteis no município não possuem padronização de tamanho e em alguns lugares podem colocar especialmente os que possuem deficiência visual em risco. Há locais em que estão descolando e deixam aberturas nas calçadas e em outros levam a placas.

O deficiente visual Vivaldo de Oliveira Norberto, 62, comenta que essas condições são um desrespeito para quem necessita utilizar o piso tátil. Ele é aposentado e comenta que nem se arrisca a tentar sair de casa sozinho.

“Só saio com minha mulher ou meu filho me acompanhando por saber das minhas dificuldades e também porque a cidade não dá condições para nós deficientes nos locomovermos. Acredito que o poder público tinha que dar mais atenção a classe, o mesmo não tem por nós o mínimo de consideração”, comentou.

Além desse problema, outra complicação é a falta de espaço nas calçadas por conta dos obstáculos deixados. Em uma grande obra que está sendo construída na avenida Joaquim Teixeira Alves, este acabou por ficar limitado e com restos de materiais da construção.

Para a aposentada, Maria Antonia da Silva, 68, isso é algo que atrapalha para quem assim como ela costuma andar a pé.

“Ficou curto o espaço para passar aqui e é difícil com essas pedrinhas e tem outros lugares assim também, para nós mais idosos é ruim assim como a buraqueira nas ruas e calçadas”, pontuou.

Diante das problemáticas que interferem diretamente na mobilidade urbana, o Dourados News procurou a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Dourados para saber se há projetos para melhorias e/ou investimentos previstos, porém, até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

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