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EMPREENDENDO NO BAIRRO

Distante 8 km do Centro, moradores do Parque II só sentem falta de lotérica no comércio do bairro

16 setembro 2019 - 08h02Por Vinicios Araújo

Considerado quase que uma extensão da cidade, o bairro Parque das Nações II só não alcançou independência comercial ainda por conta da falta de uma lotérica atendendo aquela região. A ausência de um agente bancário é apontado pelos moradores e comerciantes como a única necessidade no comércio do bairro. 

O Dourados News foi até lá para conhecer o potencial dos estabelecimentos naquela parte da cidade, diante 8 quilômetros do Centro. 

Segundo o casal Gastão Araújo Carneiro, 70, e Maria Deodina da Silva, 65, locadores de seis salões comerciais na rua Rosemiro Rodrigues Vieira, o bairro vivenciou um desenvolvimento de mercado bem expressivo nos últimos 5 anos. Gastão conta que antes, havia apenas pequenas mercearias e conveniências de bebidas.

“O bairro só está crescendo e o comércio só melhora. Moro há 10 anos, mas já tem 20 anos que comprei a metade dessa quadra. Naquela época não tinha muita coisa, só conveniência. A população era dependente do Centro, mas agora o comércio tá vindo pra cá e a gente sabe que a tendência é só crescer”, afirmou. 

O locador imobiliário disse que toda semana pelo menos três interessados passam em busca de um espaço para abrir um novo comércio. “Se sair um hoje, não dá uma semana já está locado de novo”, afirma. Ele garante que o custo do aluguel no bairro, comparado ao Centro, é um dos principais fatores dessa migração.

A esposa dele, Maria Deodina, usa um dos espaços para tocar uma loja de vestuário. Ela garante que o movimento tem surpreendido. O negócio começou há quatro meses e o movimento da via favorece o sucesso das vendas. 

“Tendo a loja aqui o pessoal já para e compra, sem precisar ir no centro cidade. A única coisa que falta pra gente aqui é uma lotérica. Se tivéssemos uma lotérica a gente não precisava sair do bairro”, comentou.

Quem confirma a necessidade do agente bancário é o empresário Leandro Dewes, 39, que há três abriu um posto de combustível naquela mesma rua, o único do bairro. Ele chegou àquela região há 20 anos, acompanhado dos pais e dos irmãos. 

A família iniciou investimento no primeiro mercado bairro, naquela época a infraestrutura da região ainda era deficitária, e ao longo dos anos os negócios desenvolveram e hoje além dos comércios de alimentos e combustível, eles contam também com uma transportadora.

“A gente percebeu o quanto esse bairro era deficitário. Investir aqui proporcionou uma nova realidade e não só pelo nosso comércio, mas por todos os vizinhos que juntos conseguiram garantir atendimento acessível e de qualidade aos moradores do Parque”, afirmou.

No prédio do posto, Leandro está investindo na construção de salas comerciais. O empreendimento deve ser concluído até o final do ano e ele já garante que a procura pela locação tem sido frequente. 

“A população ao invés de ir para a cidade fica com a gente, compra com a gente e investe aqui no bairro. A gente queria até que viesse uma lotérica pra cá, mas o pessoal não comentou mais sobre isso. No mercado nós até tínhamos um caixa rápido, mas por conta de uns assaltos optamos por abrir mão desse serviço. Aqui nessa região é preciso mais segurança, com certeza esse é o principal desafio”, afirmou.

Para Leandro, a concorrência bem distribuída é uma vantagem de se investir no comércio de bairro, sem contar a qualidade do trânsito e o impacto estrutural que se garante para essas localidades. Os negócios da família do empresário empregam atualmente 65 funcionários.

MAIS EMPRESAS

A poucos metros do posto, encontramos a loja de rações do Sandro Garcia. O comerciante está no local há 5 meses e disse ter sido surpreendido com o sucesso do empreendimento. 

Sandro mora na região do Hospital Evangélico e atravessa a cidade para trabalhar todos os dias. Questionado sobre o por quê de ir investir no bairro, ele garante que a principal motivação é a dificuldade de estacionamento e trânsito, além do aluguel caro. 

“A vila hoje supre tudo. Quando eu fui desafiado pelo meu filho a abrir um negócio de ração, foi tudo muito rápido, e saí para procurar. O primeiro lugar que eu ‘bati’ foi aqui. Pra mim o bairro é melhor distribuído e isso é bom. Tem ruas largas, avenidas cumpridas, e hoje a gente vê que essa foi a escolha certa. Estou há cinco meses aqui e logo no primeiro mês fui surpreendido pelo resultado das vendas. Geralmente o primeiro ano do novo negócio é sempre apertado né? Pra mim aqui no bairro foi diferente. Estou muito feliz investindo nessa região”, relatou.

MAIS SOBRE O PARQUE DAS NAÇÕES

Por lá não é só o setor de comércios que está prosperando. No ramo jurídico, o advogado Júlio Cesar Salton Filho, ligado à área trabalhista, garantiu que escolher o bairro para abrir um escritório foi a melhor decisão. 

Em 2012, Júlio iniciou os trabalhos no bairro e garante que nunca lhe faltaram demandas. “A população é carente, para ir pro Centro muitos precisam pegar ônibus, então ter esse serviço perto de casa, com comodidade, faz toda diferença”, afirmou. 

Ele também tem escritório na região central, próximo ao Fórum Doutor João Adolfo Astolfi, área desejada pela maioria dos profissionais da advocacia, mas afirmou à reportagem que a demanda no escritório do bairro é o carro-chefe. 

Lá ele também empregou o advogado João Pedro Dalben Silveira, que em meados de 2015 ainda era estagiário. Hoje, formado, o profissional se diz satisfeito em estar atuando em uma área bem distante do centro jurídico municipal. 

“Na faculdade eu não imaginava que iria trabalhar no bairro, quem está nessa fase sonha em ter um escritório mais próximo do Fórum. Hoje eu saio do Jardim Mônaco, atravesso a cidade e venho pra cá. Trabalhar no bairro é gratificante”, afirmou.

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