Menu
Busca segunda, 24 de setembro de 2018
(67) 9860-3221

Dia Nacional da Luta Antimanicomial é celebrado na Unigran

18 maio 2011 - 12h23

A partir das 19 horas de hoje, os acadêmicos do curso de Psicologia da UNIGRAN realizam uma ação na quadra principal, antes do início das atividades da OLIGRAN. O objetivo é fazer um manifesto no Dia Nacional da Luta Antimanicomial, em prol das pessoas com transtornos mentais que sofrem de maus tratos e preconceitos.

A coordenadora do curso de Psicologia da UNIGRAN, Thaís Seni da Silva e Oliveira, explica que um dos motivos da ação é conscientizar a sociedade sobre a necessidade de aceitar as pessoas com transtorno mental, o que, segundo ela, é vital para o processo de adaptação delas. “As pessoas ainda têm muito aquela visão que quem tem um transtorno mental pode ser perigosa, tem que estar longe, enfim, essas idéias que na verdade estão ultrapassadas”, aponta.

O grupo responsável pela apresentação promete surpresas, para “acordar” o público para essa triste realidade. “O primeiro objetivo é sensibilizar a comunidade sobre a reclusão das pessoas com transtornos mentais; o outro é comemorar esse dia”, diz Diego Cassal, aluno do 7º Semestre, e membro do grupo que irá realizar a ação.

Processo
A luta iniciou no Brasil em 1970, quando “os profissionais que trabalhavam nos hospitais psiquiátricos começaram a fazer denúncias e uma movimentação para pedir o fim desses locais”, aponta a coordenadora do curso de Psicologia da UNIGRAN.

Thaís Seni Oliveira explica que hoje a situação já está bem diferente. Se antes os “loucos” estavam condenados a passar o resto da vida isolados, atualmente sabe-se que diversos transtornos podem ser controlados com medicamentos. Além disso, “foram criados dispositivos substitutivos aos hospitais psiquiátricos, que são os CAPs, Centro de Atenção Psicossocial, junto com ambulatórios de saúde mental e residências terapêuticas para essas pessoas que ficaram internadas muito tempo”, aponta Thaís.

A professora esclarece, ainda, que, muitas vezes, o ato de isolar o “louco” é apenas uma maneira da sociedade garantir sua “normalidade”. “A gente pode pensar que esse movimento de deixar o louco atrás do muro é que, se ele está lá, eu que estou de fora, sou normal. Quando na verdade a gente sabe que de perto todo mundo tem os seus problemas, todo mundo pode ter uma crise em algum momento da vida, então é realmente humanizar e eu vou humanizar muito o outro quando eu consigo me ver nele também”, finaliza.

Deixe seu Comentário

Leia Também

ELEIÇÕES 2018
Lei da Ficha Limpa retira 174 candidatos das eleições de outubro
"SEBRAE INSPIRA"
Senai Empresa lança serviço de produção de marketing e moda
POLÍTICA
Pesquisa Ibope no Mato Grosso do Sul: Azambuja, 40%; Odilon 29%
JUSTIÇA
Companhia aérea deve indenizar cliente por prática de overbooking
OPERAÇÃO NEPSIS
PF ainda procura 11 integrantes da quadrilha de contrabandistas
LICENCIATURA
Curso de Educação Física inicia comemorações de seus 10 anos
ELEIÇÕES 2018
Ibope: Bolsonaro, 28%; Haddad, 22%; Ciro, 11%; Alckmin, 8%; Marina, 5%
BRASIL
Temer vai procurar sucessor para fazer reforma da Previdência este ano
MELHOR DO MUNDO
Modric bate CR7 e Salah e é eleito melhor do mundo
COTAÇÕES
Dólar avança e fecha a R$ 4,08 após três quedas seguidas

Mais Lidas

DOURADOS
Amiga de jovem encontrada morta é presa acusada por tráfico e por alterar a cena do crime
TEMPORAL
Chuva e ventos fortes derrubam árvores em Dourados
DOURADOS
Adolescente é encontrado baleado na rua e morre no HV
POLÍCIA
Presos em Dourados são transferidos para capital