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Dia Nacional da Luta Antimanicomial é celebrado na Unigran

18 maio 2011 - 12h23

A partir das 19 horas de hoje, os acadêmicos do curso de Psicologia da UNIGRAN realizam uma ação na quadra principal, antes do início das atividades da OLIGRAN. O objetivo é fazer um manifesto no Dia Nacional da Luta Antimanicomial, em prol das pessoas com transtornos mentais que sofrem de maus tratos e preconceitos.

A coordenadora do curso de Psicologia da UNIGRAN, Thaís Seni da Silva e Oliveira, explica que um dos motivos da ação é conscientizar a sociedade sobre a necessidade de aceitar as pessoas com transtorno mental, o que, segundo ela, é vital para o processo de adaptação delas. “As pessoas ainda têm muito aquela visão que quem tem um transtorno mental pode ser perigosa, tem que estar longe, enfim, essas idéias que na verdade estão ultrapassadas”, aponta.

O grupo responsável pela apresentação promete surpresas, para “acordar” o público para essa triste realidade. “O primeiro objetivo é sensibilizar a comunidade sobre a reclusão das pessoas com transtornos mentais; o outro é comemorar esse dia”, diz Diego Cassal, aluno do 7º Semestre, e membro do grupo que irá realizar a ação.

Processo
A luta iniciou no Brasil em 1970, quando “os profissionais que trabalhavam nos hospitais psiquiátricos começaram a fazer denúncias e uma movimentação para pedir o fim desses locais”, aponta a coordenadora do curso de Psicologia da UNIGRAN.

Thaís Seni Oliveira explica que hoje a situação já está bem diferente. Se antes os “loucos” estavam condenados a passar o resto da vida isolados, atualmente sabe-se que diversos transtornos podem ser controlados com medicamentos. Além disso, “foram criados dispositivos substitutivos aos hospitais psiquiátricos, que são os CAPs, Centro de Atenção Psicossocial, junto com ambulatórios de saúde mental e residências terapêuticas para essas pessoas que ficaram internadas muito tempo”, aponta Thaís.

A professora esclarece, ainda, que, muitas vezes, o ato de isolar o “louco” é apenas uma maneira da sociedade garantir sua “normalidade”. “A gente pode pensar que esse movimento de deixar o louco atrás do muro é que, se ele está lá, eu que estou de fora, sou normal. Quando na verdade a gente sabe que de perto todo mundo tem os seus problemas, todo mundo pode ter uma crise em algum momento da vida, então é realmente humanizar e eu vou humanizar muito o outro quando eu consigo me ver nele também”, finaliza.

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