20/03/2017 12h05

Consumidor fica cauteloso e a preferência é por carne ‘fresca’


Joandra Alves
 
A preferência é para o produto fresco após a divulgação da suposta fraude- Fotos: Joandra Alves A preferência é para o produto fresco após a divulgação da suposta fraude- Fotos: Joandra Alves

Após deflagração da operação ‘Carne Fraca’, realizada pela Polícia Federal após investigações contra empresas alimentícias envolvidas em um esquema de fraude, que liberava a comercialização de alimentos produzidos por frigoríficos sem a devida fiscalização sanitária, o consumidor ficou mais cauteloso na compra e prefere a carne direto do balcão, segundo gerentes de supermercados de Dourados.

A operação foi deflagrada na última sexta-feira (17) e causou polêmica e muita preocupação não apenas a consumidores do país, como aos países que exportam o produto.

Na manhã desta segunda-feira (20), o Dourados News esteve visitando alguns supermercados da cidade e conversou com gerentes e consumidores que criticaram a forma que a informação foi repassada para o consumidor.

"Teve uma alteração nas compras em geral. Os consumidores preferem mais a carne direto do balcão, eles olham, perguntam sobre a mercadoria, ainda mais depois das informações que foram passadas. No fim de semana, como também teve a questão da chuva houve uma redução de 10% nas vendas no geral. Mas a nossa mercadoria não é de fora do estado, ela é daqui e conhecemos a procedência do produto que é de qualidade", disse Cleir Miranda Santos, gerente de um dos estabelecimentos pesquisados.

Já em outro supermercado, o gerente José Roberto Barros conta que não sentiu diferença nas vendas, apenas na preocupação dos consumidores por conta das informações.

"As vendas estão normais, não teve redução, mas o consumidor pergunta (sobre a carne), comenta o assunto. Confiamos na carne e conhecemos o processo produtivo assim como a qualidade do produto", contou.

Assim como os demais, a gerente Eslaine da Silva Martins comentou que as vendas estão normais, pois trabalham com poucas unidades de carnes embaladas.

"As vendas estão a mesma, trabalhamos mais com o produto fresco. Mas é visível a preocupação do consumidor no momento da compra depois das informações após a operação. Eles perguntam, observam estão mais cautelosos por conta da informação que está circulando que não foram passadas claramente", falou a gerente.

O consumidor

A cozinheira Deise Rebeque Gaia de 31 anos, disse que sempre preferiu comprar alimentos frescos, dentre eles a carne. Ela procurou um supermercado nesta manhã e entre os produtos estava a carne.

"Sempre procuro comprar produtos frescos. A carne eu analiso e prefiro a mais vermelha. Já a que vende embalada nunca compro, pois já ouvi algumas pessoas comentar sobre o cheiro e a cor de algumas delas. Depois das últimas informações é normal ficar com receio", enfatizou.

Já a veterinária Kendra Moreshi de 24 anos, disse não acreditar nas informações que foram passadas sobre a procedência de alguns produtos de marcas que foram citadas na operação. Segundo a jovem, a forma que foi expressa acabou se tornando um sensacionalismo.

"Sou veterinária e isso contribui para ter um certo cuidado ao adquirir alguns produtos, mas da maneira exposta foi um sensacionalismo, provavelmente foi algum lote que deu problema", comentou a jovem.

 
A procura por carne embalada teve uma queda de 10% em um dos supermercados visitados A procura por carne embalada teve uma queda de 10% em um dos supermercados visitados

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