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DOURADOS

Protesto contra nomeação de reitora tem 'abraço' coletivo e 'tapete alaranjado'

17 junho 2019 - 10h25Por Vinicios Araújo

Membros da comunidade acadêmica da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) se reuniram na unidade I nesta manhã (17) para realizar um “abração” em protesto à designação do MEC (Ministério da Educação), que nomeou a reitora interina Mirlene Ferreira Damazio. 

Eles classificam a medida como 'intervenção', justificando que a designação fere o princípio da autonomia universitária, já que o nome da pedagoga não constava na lista tríplice encaminhada ao MEC. Inclusive, a lista segue em judicialização sob acusação do MPF (Ministério Público Federal) de comprometimento da lisura aplicada para seleção dos candidatos no Colégio Eleitoral.

Durante o ato, manifestantes lotaram a entrada da reitoria de balões alaranjados e faixas com dizeres de rejeição à reitora interina. No ato foi aberto espaço para falas. O Dourados News acompanhou e registrou discursos combativos ao conservadorismo, em defesa da democracia universitária e cobrando rispidamente que fosse respeitada a autonomia da universidade.

Em seguida eles seguiram para o pátio e realizaram o ‘abraço’ com gritos: “Fora Mirlene”, “Reitor eleito é reitor empossado”, “Fora Golpista”, “Não, não, não à intervenção” e “Mirlene, preste atenção, pra ser reitora tem que ganhar eleição (sic)”. 

O candidato eleito na consulta prévia e no Colégio Eleitoral, Etienne Biasotto, comentou o ato dos manifestantes. Segundo ele, a ação representa claramente a insatisfação da universidade com a decisão “autoritária” do MEC.

Ele explicou que, considerando a ausência da reitora interina na lista tríplice, a nomeação se configura como intervenção.

Etienne aponta Mirlene como apoiadora da chapa 2, liderada por Joelson Pereira, derrotado na consulta prévia. Em imagens mostradas à reportagem, a pedagoga é identificada em várias reuniões realizadas pelo grupo durante as articulações para eleição da comunidade acadêmica. 

“A professora Mirlene é diretamente ligada à chapa 2. É uma intervenção e a comunidade não aceitam essa intervenção. Ela inclusive votou em mim na eleição do Colégio Eleitoral, após a derrota da chapa na consulta prévia, tenho vídeo disso”, disse. 

O Dourados News buscou contato com a reitora interina, porém, segundo a assessoria de comunicação da universidade, ela cumpria agenda e não poderia se posicionar até o fechamento desta matéria. A reportagem encaminhou via e-mail uma solicitação e aguarda retorno.


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