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Cartilhas elaboradas por acadêmicos propõem práticas alimentares saudáveis

07 novembro 2017 - 08h47Por Da Redação

Nas diversas fases da vida as pessoas possuem necessidades nutricionais distintas. Pensando nisso, acadêmicos do 6º semestre de Nutrição da Unigran elaboraram 16 cartilhas orientativas sobre práticas alimentares saudáveis nos diferentes ciclos da vida, desde os primeiros anos até a adolescência, transformando conhecimento técnico-científico em informação acessível à comunidade de forma didática e lúdica. 

A atividade foi desenvolvida na disciplina “Nutrição da Infância ao Idoso”, coordenada pela professora Juliana Barros de Almeida. Os estudantes foram orientados a criar um material didático em formato de cartilha, sob a temática correspondente a um período da vida, separados em quatro categorias com público-alvo específico: alimentação complementar, com crianças de 6 meses a 2 anos; pré-escolar, com idade de 2 a 6 anos; escolar, de 7 a 10 anos, e adolescentes, de 10 a 19 anos.

As recomendações nutricionais variam em função da idade, gênero, nível de atividade física e condições fisiológicas do indivíduo, conforme explica Juliana. “Ao longo do processo de crescimento e desenvolvimento, aumenta-se a quantidade requerida de nutrientes pelo organismo, com necessidades e recomendações específicas”, menciona. 

De acordo com a coordenadora do projeto, a ideia surgiu para aproximar os acadêmicos da aplicação prática dos conteúdos assimilados em sala de aula. “A cartilha é um instrumento que pode ser usado para promover práticas alimentares saudáveis, pois a realização de educação nutricional requer uma linguagem de fácil entendimento e apropriada para faixa etária a que se destina”, ressalta Juliana Barros.

Nos primeiros anos de vida, em que há a formação dos hábitos alimentares da criança, torna-se essencial os cuidados com as práticas alimentares, o que terá reflexo para vida toda. A profissional garante que o processo de educação nutricional é uma ferramenta importante para orientar as crianças e adolescentes quanto às escolhas alimentares corretas e, com isso, a melhora da qualidade de vida. Segundo a professora, “os hábitos alimentares adquiridos e alicerçados na infância tendem a ser reproduzidos na vida adulta e, por isso, é importante que os pais estejam atentos aos alimentos que estão sendo ingeridos pelos filhos nestas fases”. 

O grupo da acadêmica Fernanda Cardoso dos Santos elaborou uma cartilha destinada ao público na fase da adolescência, com o intuito de informar a relevância da alimentação saudável nesta idade. “Geralmente os adolescentes buscam por alimentos não saudáveis, como fast food e refrigerantes. Citamos em nosso material quais nutrientes devem ser consumidos em maior quantidade durante esta fase, buscamos utilizar uma linguagem adequada a este público-alvo que é exigente”, revela.

As estudantes fizeram pesquisas em livros e artigos para coletar os dados mais pertinentes. “Colocamos a importância de realizar seis refeições ao dia, geralmente os adolescentes pulam ou trocam as refeições, principalmente o café da manhã. Falamos sobre a ingestão do cálcio, das vitaminas C e D, nutrientes que são mais necessários nesta fase, como também o ferro, que é essencial tanto para os meninos, na formação muscular, quanto para as meninas, que acabam tendo a perda deste nutriente durante a menstruação”, destaca Fernanda dos Santos.

Sobre os trabalhos desenvolvidos, Juliana Barros de Almeida considera que os objetivos foram alcançados. “Eu fiquei feliz e realizada com o resultado desse projeto. Me surpreendeu a criatividade, empenho, seriedade e dedicação com que os acadêmicos conduziram a elaboração das cartilhas. Promover práticas alimentares saudáveis constitui uma estratégia de vital importância para prevenção de problemas alimentares e nutricionais das diferentes fases da vida”, enfatiza. 

Aplicação das cartilhas à comunidade

As cartilhas orientativas foram apresentadas à uma banca avaliadora que elegeu o melhor material dentro de cada categoria. O grupo que obteve a melhor nota dentro de sua categoria realizará sua aplicação prática, ou seja, o próximo passo será levar à comunidade o resultado do projeto.  Serão realizadas atividades de educação nutricional utilizando as cartilhas em uma unidade de Estratégia de Saúde da Família, uma escola estadual e um Centro de Educação Infantil Municipal.


 

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