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SUPOSTA INVOCAÇÃO DE DEMÔNIO

“Charlie Charlie” já assustou criança em escola de Dourados

10 junho 2015 - 06h36

A brincadeira “Charlie Charlie” que tem se espalhado por escolas do país também se tornou comum nas douradenses. Em escolas públicas há relatos de diretores de que o “jogo” chegou a virar febre e até deixou uma criança em estado de pânico, a qual necessitou ser acalmada por educadores.

“Crianças e adolescentes aderiram a essa brincadeira e em um momento um garoto de oito anos ficou em pânico. Nós o acalmamos e passamos a fazer orientações para que os alunos parassem com isso e agora está mais tranquila essa situação”, afirmou uma diretora de escola que não quis se identificar.

A atividade envolve fazer perguntas para um suposto demônio que teria o nome dado a brincadeira, de maneira que se coloca um lápis sobre o outro em uma folha de papel em forma de cruz, escrevendo nos quadrados as palavras sim e não. Então, os participantes fazem perguntas para o suposto espirito que começa a responder por meio do movimento do lápis.

A mesma diretora explica que o jogo virou febre após ser compartilhado por jovens em uma página na rede social. Ela cita que após o ocorrido, os educadores fizeram orientações nas salas de aula para que os alunos parassem com a prática, o que aconteceu sem a necessidade de envolver os pais.

“Tão logo saiu na internet virou modinha. Depois que explicamos que não pode ser legal esse tipo de prática, isso passou, agora não tem tido mais essas ações, não foi necessário outras medidas”, pontuou.

Ela conta ainda que não houve nenhuma orientação ou ação por parte da Secretaria de Educação do Estado a respeito dessa questão das escolas. “Não recebemos alertas ou algo assim”, contou.

Em uma escola particular, a diretora que também preferiu não ter o nome divulgado conta que logo que atividade começou a ser divulgada nas redes sociais, os profissionais ficaram em estado de alerta para prevenir que a mesma se tornasse comum na instituição.

Segundo ela, um garoto entrou no banheiro e convidou vários outros para o jogo, momento em que o monitor percebeu a situação e interferiu impedindo. A partir daí, a escola comunicou aos pais para que tomassem cuidados e passou a monitorar as crianças e adolescentes instruindo-os.

“Nós enviamos bilhetes sobre isso e explicamos aos pais para que ficassem em alerta e conversamos com todos os alunos para que não entrassem nessa e não tivemos mais situações, ainda bem”, pontuou.

Acredita-se que o jogo existe há muitos anos e agora voltou a “moda” após se tornar viral na internet. Na grande rede há inúmeros vídeos de jovens e crianças que após brincarem e receberem a “resposta” com o movimento do lápis saem aos gritos, apavoradas.

Em recente material, a rede BBC de Londres investigou o fenômeno viral e conclui que trata-se apenas de uma lenda urbana que nada tem a ver com o folclore mexicano.

Secretaria municipal de educação afirmou desconhecer sobre o assunto

O Dourados News entrou em contato com a secretaria municipal de educação para saber se há medidas por parte da mesma em relação a brincadeira nas escolas. A secretária Marinisia Misoguchi afirmou que desconhecia o fato e que não recebeu nenhuma reclamação de lideranças escolares.

“Eu não sabia que isso tem acontecido, não recebemos nenhum relato, não tem ação nesse sentido”, finalizou.

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