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INFRAESTRUTURA

Asfalto no Núcleo Industrial de Dourados põe fim a atoleiro

17 outubro 2017 - 12h50

As obras de asfalto no Núcleo Industrial de Dourados provocaram uma verdadeira revolução do dia a dia de centenas de trabalhadores. Com o fim dos buracos, da terra e da lama nos dias de chuva, ir para o serviço deixou de ser tão sofrido quanto antes.

Orçada em R$ 11 milhões, a obra foi executada pelo Governo de MS, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), com recursos do Fundo de Apoio à Industrialização (FAI), administrado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

O motorista Marcelo Barbieiro, 38 anos, conta que o maior empecilho era manter o caminhão limpo, uma exigência das empresas de alimentos e da vigilância sanitária. “A gente sofria demais. Eles pedem pra lavar o caminhão, mas chegava aqui na porta já tava imundo. Cansei de brigar com esse pessoal aqui que era difícil manter. Melhorou 100%. O tanque vem limpinho, volta limpinho. Tá show de bola. Aquela rotatória também ficou excelente, porque tinha muito bitrem que atrapalhava nossa entrada no núcleo.  Agora tem os pátios certinho, dividido. O problema principal nosso era a sujeira. Agora dá pra trabalhar sem brigar”, brinca.

Para Eliane Lopes, 42 anos, que mora em Dourados e trabalha no distrito Industrial a obra foi de uma importância sem medidas. “Antes sem asfalto era horrível, tinha muito buraco. Quando chovia então, você não imagina a lama. Era sofrido demais vir trabalhar, principalmente pro pessoal que vem de moto. Eu ando de ônibus, mas mesmo assim enchia o pé de lama. Ali pra cima, na entrada, perto da rotatória, às vezes, a gente ficava ali no atoleiro, cansada de trabalhar o dia inteiro e sem hora pra chegar em casa. Agora melhorou bastante, é outra vida vir trabalhar em segurança”, afirma.


Sidnei Kutchman, 37 anos, é do Paraná e desde o início do ano entrega porcos em uma fábrica de alimentos. Segundo ele, em dias de chuva os caminhoneiros pensavam duas vezes antes de entrar no Núcleo Industrial. “Era um atoleiro, quando chegava lá em cima, em dia de chuva, tinha que pensar duas vezes antes de entrar. Eu mesmo peguei uns dias que meu Deus, deu vontade de desistir de vir pra cá. Já começava a ficar apreensivo na rotatória. Na última vez que vim, antes do asfalto, viemos numa turma e ali em cima na entrada um ficou lá enroscado. Sou do Paraná e quando vi o asfalto achei que estava no lugar errado, parece outro lugar que nós chegamos. Ficou uma beleza”, disse.

Seo Valdeir Lemes Benedito, 57 anos, mora em Dourados, e vende pão caseiro e outras delícias. Ele diz que nos dias que chovia os lucros eram menores porque não tinha como entrar no Núcleo de moto. “Impossível. O dia que chovia, ai pra baixo não dava pra descer. Os buracos eram muitos. Já cai e detonei a moto. Uma vez cai em um buraco aqui e aconteceu de entortar a roda. Buraco cheio d’água a gente num enxerga. Sem contar a lama. Perdi de vender e tive prejuízo com a moto. Agora com asfalto da pra vender na chuva e no sol. Ta bom demais pra vender meu pãozinho”, comemora.

Lançada em setembro de 2016 pelo governador Reinaldo Azambuja, as obras de pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais e iluminação no Núcleo Industrial e do acesso ao Polo Industrial de Dourados já estão concluídas. Conforme o governador, a demanda partiu dos empresários, preocupados em receber missões internacionais de inspeção e dar melhores condições de segurança e conforto aos trabalhadores.

“Um ano após o lançamento da obra o local já está pronto. Os benefícios proporcionados aos trabalhadores e às indústrias já são visíveis. Foi um pedido que recebemos há dois anos. Nós agrupamos as demandas e, com os recursos que temos à disposição no FAI, iniciamos a revitalização desta área e de outros núcleos industriais no Estado. É uma ação estratégica fundamental para dar competitividade aos municípios e atrair mais indústrias. Essa é a meta do nosso governo: levar desenvolvimento às regiões e mais qualidade de vida às pessoas”, finaliza Reinaldo Azambuja.

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