11/08/2017 15h35

Após acidente, homem depende de remédios e cirurgia e família busca apoio


#Gizele Almeida
 
Acidente ocorreu em abril de 2014 e desde então Amarildo ficou debilitado- Foto: Arquivo/ Osvaldo Duarte Acidente ocorreu em abril de 2014 e desde então Amarildo ficou debilitado- Foto: Arquivo/ Osvaldo Duarte

A família de Amarildo Alves de Souza, 46, morador no jardim Flórida, busca apoio para que ele realize uma cirurgia e para a aquisição de remédios. Há três anos, ele sofreu um acidente na rua Celestino Varella Pedroso quando foi atropelado e teve vários ferimentos e sequelas.

Conforme a mãe de Amarildo, Sebastiana Alves de Souza, 65, pensionista, o fato resultou em quebradura nas duas pernas dele, fratura exposta, trauma de tórax, fratura no maxilar, e politraumatismo craniano.

Ela cita que desde então, o homem depende de muitos medicamentos, sendo que um destes é obtido pela Urmi (Unidade de Regulação de Medicamentos e Insumos) e foi negado recentemente, com a afirmação de que a distribuidora não o tem enviado.

"Está medicação [negada] é um anticonvulsivo e auxilia a melhorar a imunidade, é fundamental para ele, não podem cortar assim", disse.

Sebastiana fala sobre as dificuldades para arcar com os valores altos dos medicamentos de Amarildo e afirma que o MPE (Ministério Público Estadual) emitiu uma negativa quanto ao fornecimento de medicamentos e aponta a necessidade de uma perícia com o paciente, ainda sem prazo.

"O órgão fez uma negativa dos medicamentos que já comprávamos e afirma que mandará um perito para avalia-lo, mas, não diz quando. A saúde dele está em jogo, não se pode tratar desta forma", afirma.

Anticonvulsivos, remédio para vômitos, para trombose e para o cérebro estão entre os necessários para o dia a dia do paciente, de acordo com a família, que aponta um gasto mensal em torno de R$ 2.400,00 com estes, além de itens de higiene (como fralda geriátrica) e alimentação.

A mãe explica que a cirurgia indicada para Amarildo pelo neurologista Adolfo Teixeira consiste em introduzir uma válvula no cérebro para redução da pressão intracraniana e assim diminuir as convulsões do paciente. O custo foi orçado em R$ 13,400 e a família faz campanhas em busca do valor.

 
Sebastiana conta que Amarildo sofre com convulsões frequentes- Foto: Arquivo familiar Sebastiana conta que Amarildo sofre com convulsões frequentes- Foto: Arquivo familiar

"Ele precisa com urgência deste procedimento, o médico fez o menor preço possível, sabemos que pela saúde pública é muito demorado e burocrático e ele não pode esperar, então temos pedido a ajuda de quem puder", conta.

Uma campanha no Facebook denomidada "Todos pelo Amarildo" busca levantar meios para os cuidados com a saúde dele. Sebastiana conta que voluntários apoiam desde o ocorrido e acredita que com a solidariedade da população será possível vencer "a luta".

"Nós só temos a agradecer quem apoia ou compartilha a situação para podermos cuidar dele. Acredito que com união vamos conseguir apoiadores para essa cirurgia e para os remédios e vou continuar cobrando dos órgãos que tem que atende-lo", conta.

O atropelamento foi causado por um motociclista que confessou ter ingerido bebidas alcoólicas antes do fato à polícia, conforme boletim de ocorrência.

Para quem quiser conhecer Amarildo, apoiar a família com insumos ou valores, o telefone para contato: 67- 99903-7675.

Na página do Facebook, é divulgado o número de uma conta corrente do Bradesco, para quem preferir depositar algum valor. Os dados são: Agência: 0189-9, conta: 570127-9, cpf: 368.117.501-20.

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