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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Alimentação na esteatose hepática

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

16 dezembro 2019 - 00h04
A esteatose hepática, conhecida popularmente como fígado gorduroso, é uma alteração caracterizada por um acúmulo excessivo de lipídeos, mais comumente os triglicerídeos, nos hepatócitos, células funcionais do fígado, ocasionando uma mudança na morfofisiologia destas células, e consequentemente gerando mudanças no metabolismo. A ocorrência deste quadro, vem crescendo atualmente, e é considerada a enfermidade de caráter crônico mais comum que acomete o fígado. 
 
Muitos não sabem, mas o aumento de gordura dentro dos hepatócitos, constante e por tempo prolongado, pode provocar uma inflamação capaz de evoluir para quadros graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer. Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como adquire um aspecto amarelado.
 
Em relação aos sintomas, nos quadros leves de esteatose hepática, a doença não provoca sintomas, estes são percebidos quando aparecem as complicações da doença. Inicialmente, as queixas são dor, cansaço, fraqueza, perda de apetite e aumento do fígado.
 
Por todos esses aspectos, estratégias nutricionais que contribuem para o equilíbrio funcional do fígado são indispensáveis, e existem medidas imprescindíveis para prevenir o acúmulo de gordura no fígado ou para reverter o quadro já instalado. Inicialmente, a perda de peso é uma medida fundamental. É necessário elaborar um plano alimentar personalizado. Mas cuidado! Dietas radicais, que provocam emagrecimento muito rápido, podem piorar o quadro. 
 
Neste sentindo, destaca-se que a alimentação deve ser orientada por médicos e nutricionistas, para levar em conta questões individuais, como o diabetes ou a hipertensão. Consequentemente, o paciente deve priorizar:
 
  • Verduras, legumes, frutas e grãos integrais, que são ricos em fibras, antioxidantes e nutrientes benéficos para o fígado, como a betaína;
  • Peixes, carnes brancas e ovos (na quantidade permitida pelo seu profissional de saúde), que contém colina e metionina, também importantes para a função hepática;
  • Itens ricos em gordura "do bem", como salmão, sardinha, azeite extra virgem, abacate e amêndoas podem e devem ser consumidos, já que têm efeito anti-inflamatório, desde que o excesso de calorias seja evitado.
  • Praticar atividade física regularmente também são medidas que auxiliam o metabolismo e a queima de gordura.
Por outro lado, não é recomendado o consumo de excesso de gordura animal (presente principalmente na carne vermelha, no leite integral e nos queijos amarelos) e gordura trans (a gordura vegetal modificada presente em industrializados como margarinas, sorvetes e biscoitos), além de frituras (mesmo quando se usa apenas óleos vegetais, o aquecimento a altas temperaturas torna o alimento prejudicial à saúde). E por fim, o excesso de açúcar, itens com alto índice glicêmico e bebidas alcoólicas, podem e muito, influenciar nos níveis de insulina e contribuir para a inflamação.
 
Contudo, de acordo com vários estudos, a dieta corresponde à melhor alternativa na grande maioria dos casos de esteatose hepática, tanto para o controle e/ou amenização dos sintomas, quanto para a melhoria da qualidade de vida do paciente que apresenta essa disfunção hepática, e deve ser sempre adequada às particularidades do mesmo.
 
 
*Especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News. 
 

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