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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Afinal, quais são os efeitos do álcool no organismo?

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

30 dezembro 2019 - 00h02
Cada vez mais pesquisas comprovam que o consumo de álcool causa morte e incapacidade relativamente cedo na vida.
 
Na faixa etária de 20 a 39 anos, aproximadamente 13,5% do total de mortes são atribuíveis ao álcool. A bebida é utilizada tanto em celebrações ou em momentos de tristeza. O fato é que o álcool está sempre presente, dando a impressão de que não existe problema algum em se consumir, e muitos não a consideram como uma droga.
 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe volume seguro de álcool a ser consumido, porque ele é tóxico para o organismo humano e pode provocar doenças mentais, diversos cânceres, além de complicações hepáticas.
 
Muitos não sabem, mas o álcool é considerado uma droga depressora, ou seja, causa efeitos semelhantes aos da depressão como sonolência, tonturas, distúrbios no sono e reflexos comprometidos. Além de ser responsável por episódios de violência física contra si ou contra outras pessoas.
 
 Segundo estudos, a ingestão excessiva de álcool também pode prejudicar o rendimento no trabalho, a família e os relacionamentos de um indivíduo. A dependência ocorre quando o consumo de determinada substância é compulsivo, ou seja, o comportamento do usuário está fundamentalmente voltado para o impulso de ingerir o álcool, continuamente ou periodicamente, com a finalidade de obter um estado de alteração da consciência, prazer, fuga ou diminuição de sintomas de abstinência e cuja intensidade é capaz de ocasionar problemas sociais, físicos e ou psicológicos. 
 
Os casos de abuso, dependência ou abstinência do álcool devem ser tratados. Além da preocupação com a dependência, temos ainda os danos que o uso frequente de álcool causa aos órgãos internos. Os mais vulneráveis são:
 
Cérebro: o álcool afeta o Sistema Nervoso Central e pode causar perda de reflexo, problemas de atenção, perda de memória, sonolência e coma, que pode levar à morte.
 
Coração: o álcool libera adrenalina, que acelera a atividade do sangue no coração, aumentando a frequência dos batimentos cardíacos.
 
Fígado: altera a produção de enzimas, mudando o ritmo do metabolismo do álcool consumido, ocasionando inflamação crônica, hepatite alcoólica e cirrose.
 
Estômago: irrita as mucosas do estômago e esôfago, ocasionando esofagite, gastrite e diarreia.
 
Rins: o efeito diurético do álcool acaba por sobrecarregar os rins, comprometendo a eficácia do processo de filtragem das substâncias que ocorre nesse órgão.
 
Finalmente, se você quer reduzir a ingestão e não sabe como, existem alguns truques, como: beba menos, espaçadamente, devagar, hidratado com água e alimentado.
 
Só lembrando que quem exagera a má notícia mesmo é que, além da ressaca física tem ainda a “ressaca moral”, que nada mais é que “o arrependimento”! Com a diminuição da crítica, a pessoa se dá o direito de fazer coisas que, de outro modo, não faria. O álcool pode causar o esquecimento, o que traz a insegurança pelo fato de não saber até que ponto a pessoa se expôs. Cuida-se! 
 

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