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COLUNA

Mundo já testa política externa de Barack Obama

18 janeiro 2009 - 08h00
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, toma posse na próxima terça-feira (20), mas já carrega bagagem considerável de desafios em política externa. Na lista estão as guerras no Iraque e no Afeganistão e o conflito em Gaza, que promete ser o maior desafio de seu governo no campo externo, conta Sérgio Dávila, colunista da Folha em Washington (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo relatos sobre o encontro vazados à imprensa, Obama ouviu com atenção as posições conflitantes sobre o que promete ser o maior desafio de seu governo no campo externo. Apesar de fazer do combate à crise econômica sua maior bandeira pública, o presidente eleito sabe que --aliados e não aliados-- o mundo o vem testando desde sua eleição e assim continuará.

Na lista de grandes testes estão também os atentados em Mumbai , na Índia, levado a cabo por um grupo extremista baseado no Paquistão. Menos de um mês depois da vitória, ele teve de interromper um feriado em família para reagir ao ataque terrorista realizado em 26 de novembro do ano passado.

Durante a campanha, Obama foi o candidato a usar retórica mais pesada contra aquele país, aliado dos EUA dos tempos da Guerra Fria que tem armas nucleares, lembra Dávila.

Assim que assumir a Casa Branca e chegar a Sala Oval, Obama terá uma agenda extensa de reuniões com funcionários ansiosos pelas possíveis mudanças na política americana.

Segundo Wendy Sherman, que liderou o time obamista de transição que fez a revisão de política externa, foi preparado um relatório de 35 páginas apenas com as questões principais. O grupo, de 15 pessoas, realizou mais de 400 reuniões com diplomatas, embaixadores e chefes de missão, que prepararam seus próprios relatórios.

Os problemas vão dos mais evidentes --a falta de liberdade política na China, a volta da Rússia como poder conflituoso, o reaquecimento da violência alimentada pelo narcotráfico no México, a questão nuclear da Coreia do Norte-- aos mais midiáticos --o fechamento de Guantánamo, a distensão com Cuba--, passando por assuntos esquecidos, como as dezenas de conflitos africanos.

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