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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Vitamina K: pouco conhecida, porém muito importante!

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

02 setembro 2019 - 00h03

A Vitamina K só foi descoberta em 1929 sendo estudada, portanto, há menos de 100 anos. Sua principal forma é a vitamina K1 (filoquinona); seguida pela vitamina K2 (menaquinona), formada a partir da ação bacteriana no trato do intestino grosso; e um terceiro composto, a vitamina K3 (menadiona), molécula lipossolúvel sintética, com propriedade químico-biológica, cerca de duas vezes mais potente que as vitaminas K1 e K2.

Esta curiosa vitamina é necessária para a síntese das proteínas que ajudam a controlar o sangramento (fatores de coagulação) e, por isso, para a coagulação normal do sangue.

Ela também é necessária para a saúde dos ossos, coração e outros tecidos. Alguns estudos nos trazem que a vitamina K está diretamente relacionada com o desenvolvimento precoce do esqueleto, regulando a disponibilidade do cálcio na matriz óssea e fazendo manutenção de ossos maduros.

O organismo possui um estoque de cerca de 50 a 100µg de vitamina K e essa reserva pode ser reduzida em 75% em apenas três dias. Esta vitamina pode ser rapidamente catabolizada e excretada pelo fígado, principalmente através da bile.

Nos alimentos, sua melhor biodisponibilidade é dependente da presença de óleos e gorduras. Vegetais folhosos verde-escuros, como espinafre, brócolis e alguns tipos de alface são consideradas as principais fontes de vitamina K, e em segundo lugar aparecem os óleos e gorduras. A vitamina K pode ser encontrada naturalmente também em algumas frutas como figo e mirtilo e também fontes animais como carne, ovos e queijos.

Pessoas com risco de apresentar deficiência da vitamina K2 são as que fizeram cirurgia de desvio de intestino, as que apresentam problemas de absorção de nutrientes, problemas hepáticos, recém-nascidos, os que apresentam diarreia crônica, pancreatite ou que estejam sob tratamento de antibióticos.

Porém muito cuidado, pessoas que consomem remédios anticoagulantes devem procurar um médico e nutricionista antes de começar a suplementar vitamina K. Muitos não sabem, mas além dos alimentos, grande número de medicamentos interage com antagonistas da vitamina K por mecanismos variáveis, tanto prejudicando seu efeito como potencializando-o.  

*Especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News

 

 

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