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COLUNA

Amplavisão

Manoel Afonso

Ressaca eleitoral: lamentos e projetos

Amplavisão

01 novembro 2018 - 19h00

OTIMISTA e responsável. Assim defino Sergio Longen, nosso presidente da FIEMS e que acaba de se eleger vice presidente da Confederação Nacional da Indústria. Ao adornar o prédio da sede da entidade com as cores verde e amarela, manifestou a preocupação e os anseios da classe nestas eleições – ponto de partida para as reformas inadiáveis e urgentes. Sua presença cada vez mais influente na CNI é o reconhecimento de seu trabalho no contexto econômico do Estado. Mérito para quem tem!   

CIRO GOMES:   “...O país precisa se renovar...O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor que criou uma força  antagônica que é a maior força política no Brasil hoje...E o Bolsonaro estava no lugar certo, na hora certa...Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista...Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele...Não acho que tem havido nenhuma ameaça à liberdade de imprensa até aqui...A arrogância do Bonner achando que podia tutelar a nação brasileira, falar pela nação brasileira.” (trechos da entrevista do candidato presidencial do PDT)

TIRO NO PÉ   Enfraquecer os candidatos da chamada centro esquerda foi a tática do ex-presidente Lula (PT) no início da corrida eleitoral –  para preservar  o postulante Bolsonaro (PSL) que as pesquisas davam como galinha morta no ‘mano a mano’ num suposto 2º turno contra o atual presidiário em Curitiba. Continuar reinando absoluto era o sonho de Lula. Mas deu no que deu. 

ANÁLISE   Nesta sucessão presidencial o debate fugiu das questões econômicas e sociais que deu e manteve o PT no poder. A discussão bandeou-se para as questões culturais, a exemplo de países europeus e no último pleito dos Estados Unidos. A moralidade foi a senhora do cenário  abrigando os valores da religiosidade e da família tradicional. Os grandes sociólogos e gurus mundiais das teorias socialistas,  sucumbiram aos apelos de lideranças evangélicas como o pastor Malafaia. 

VAIDADE?  Ao aceitar o convite para Ministro da Justiça, o juiz federal Sergio Moro leva-nos a lembrar do filme ‘Advogado do Diabo’(1997), onde o ator Al Pacino no papel do advogado John Milton num diálogo com o advogado iniciante Kevin Lomax ( ator Keanu Reeves) – diz “Vaidade, definitivamente o meu pecado favorito.” Em 2016  disse:”Jamais entraria para a política”. Aceitar o desafio foi tiro no pé?  Só o tempo dirá. Até lá a oposição continuará barulhenta.

‘DAY AFTER’  Deputado Paulo Siufi (MDB) prometendo dedicação exclusiva ao consultório médico, além de cuidar da própria saúde. Política – nunca mais? A conferir até o pleito de 2.020. Já o seu colega Jr. Mochi (MDB), voltará à advocacia, ao lado do seu  filho na capital. Disputar a prefeitura de Coxim fora de cogitação. Aliás,outros políticos reprovados nas urnas, com ou sem netinhos,  devem irem para casa. O mundo mudou com as redes sociais. Acreditem nisso!!! 

LAMENTAÇÕES  Ninguém se expôs como os judeus no Muro das Lamentações  que o general romano Tito preservou para mostrar a força de seu Império na antiga Judeia. Mas na Assembleia Legislativa, deputados derrotados e até reeleitos manifestavam discretamente a decepção com os seus votos – apesar das visitas as bases eleitorais e dos gastos. Ora! Não sabiam que a comunicação com o eleitor mudou? Essa foi apenas uma amostra do vai ocorrer na sucessão municipal. Quem viver verá!  

A LIÇÃO  do poder e influência das mídias digitais não pode ser esquecida pelos políticos com mandato ou não. Mas essa lição é extensiva para aqueles que pretendem expandir suas mensagens comerciais para seus seguidores, seus futuros clientes. Afinal, o comércio digital está acabando com as lojas físicas que conhecemos ainda crianças. E não esqueçam de agradecer ao Bolsonaro que inovou o setor de cativar eleitores.

MÉRITOS   Questionado recentemente sobre suas relações com a imprensa, o próprio Bolsonaro ponderou: “A imprensa está muito diversificada. Eu chegue aqui graças as mídias sociais. Quem vai fazer a seleção de qual imprensa vai sobreviver ou não é a própria população. A imprensa que não entrega a verdade – vai ficar para traz”. Uma colocação muito interessante e que merece a reflexão necessária. 

ALERTA: Somados os votos brancos (38.745), nulos 116.897) e as abstenções (427.646) nas eleições estaduais – temos 588.288 votos, o equivalente a 31,08% do eleitorado de 1.877.020 cidadãos aptos ao exercício do voto. Por consequência   Azambuja (PSDB) obteve apenas 36,08% dos votos e o Juiz Odilon (PDT) só 32,84%.  Por analogia, como o fato se repetiu no país inteiro, explica-se talvez a votação abaixo do esperado por Bolsonaro (PSL) para a presidência do país.

CALMA... É bom esperar a definição do cenário nacional com o novo governo para se ter uma leitura mais precisa da equivalência das forças políticos no Estado. Nestas mudanças no 2º mandato de Azambuja poderemos ter novidades e até surpresas. Mas uma coisa é certa: Azambuja e o prefeito da capital Marcos Trad (PSD) continuarão em sintonia. O primeiro almeja o Senado e o outro o Governo.. 

A PROPÓSITO  Seria negar o óbvio não admitir que a Família Trad emergiu ainda mais forte destas eleições e que não pode ser ignorada nos cenários futuros. Mas é aconselhável não deixar que esses fatores convergentes favoráveis passem uma imagem de caciquismo político – como ocorreu com lideranças que estiveram no poder e que  naufragaram.  Portanto – cuidado! 

BOQUINHAS   Os cargos do Governo Federal em MS. já são cobiçados nestes tempos de mudanças. Mas não se sabe com certeza quem sai e quem entra. Mas é evidente que o Planalto deverá analisar cada caso e ouvir as lideranças que lhe foram fieis e decisivas  em sua eleição no Estado. Resta saber se o  critério também será  técnico como o presidente eleito tem se manifestado para os ministérios? Será?

MARUN O ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República (MDB)   se diz livre em 2019. Irá advogar aos 58 anos de idade? Desafio para quem está vinculado a vida pública desde 2005 (vereança na capital).  Além do vexame da cantoria em plenário, entrou para o folclore político com a frase lapidar: “Caixa 2 não é propina, não é corrupção... Político não  gosta de caixa 2. Gosta de receber e botar na sua conta”. 

DESAFIO Leal aos companheiros de MDB, Marun estará no time de sobreviventes para tentar reerguer o partido. Com uma senadora, 3 deputados estaduais, 2 vereadores na capital e prefeituras sem grande peso eleitoral, será tarefa hercúlea nestes tempos de mudanças. O MDB enfraqueceu, mas ainda tem a maior bancada no Senado: 14 senadores;  caiu de 66 para 34 deputados federais e elegeu só 3 governadores ( Alagoas, Distrito Federal e Pará). Claro, está aberto a negociações.

SENADOR   Hoje cada um deles ganha R$33.763,00; R$44.276,00 de reembolso e R$5.500,00 de auxílio moradi. Pode nomear livremente 39 servidores, plano de saúde extensivo a família, aposentadoria e assistência médica a ex-senadores e esposa. Tem  direito a transporte, passaporte diplomático, viagens nacionais e internacionais. Enfim,  o custo mensal de um senador seria por volta de R$165 mil. 

PROJETO Após passar com sucesso pela Sanesul  José Carlos Barbozinha (DEM) se elegeu deputado estadual em 2014 e aceitou o desafio do comando da Secretaria de Justiça.. Como parlamentar brilhou, intimo do Direito Público e Administrativo e ingressou n PSDB. Reeleito, anunciou a candidatura a prefeito de Dourados. Ágil, ocupa os espaços disponíveis naquela cidade. Sem desgastes, tem futuro. 

A GUERRA  Nos bastidores trava-se uma batalha muito interessante mas repetida para a escolha da futura mesa da Assembleia Legislativa. Há os que têm votos nas urnas mas não agregam simpatizantes, outros tem vontade mas são neófitos e finalmente quem transita bem, conhece os meandros da casa e as relações com o Poder Executivo. Surpresas? Nem pensar. O que é combinado não é caro. De leve...

BOA TACADA  Gostei da iniciativa do senador eleito Nelson Trad Filho (PTB) em prestigiar seus suplentes com a instalação de escritórios de representação em Três Lagoas (suplente Terezinha Bagé - DEM), Navirai com o suplente José Chagas (DEM), Paranaiba e numa cidade da região do Pantanal. O mandato ganhará maior agilidade. A frase de Nelsinho: “Falei para eles não ficarem orando e nem rezando para eu morrer. Os dois irão trabalhar comigo agora.”

‘SAI DE BAIXO’   Mais uma polêmica com a declaração do futuro governador do Rio de Janeiro - Wilson Witzel (PSC) de que vai colocar atiradores de elite para abater traficantes nos morros cariocas. Claro, o pessoal dos Direitos Humanos deve condenar o anunciado em letras garrafais: “Prefiro defender um policial no tribunal do que ir ao funeral dele. Atirou, matou, está correto”. Guerra total. 

“A raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram.” W. Shakespeare

 

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