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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Redes sociais podem ser gatilho para distúrbios alimentares na adolescência

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

26 novembro 2018 - 00h03

Atualmente, com a velocidade na transmissão das informações e o aparecimento das redes sociais com suas tecnologias cada vez mais detalhistas e avançadas, os padrões de beleza passaram a seguir uma linha de extrema perfeição. É verdade que redes sociais também estimulam os cuidados com a beleza e a boa qualidade de vida, o que é muito bom para a autoestima e a saúde como um todo.  No entanto, é fundamental saber os seus limites e valorizar as características individuais, ter moderação e entender que a diversidade é também uma incrível forma de beleza.

Os adolescentes, especialmente as meninas, tendem a apresentar preocupações com o peso corporal por desejarem um corpo magro e pelo receio de rejeição. Diante disso, as modificações ocorridas na adolescência, tanto biológica como emocional, podem ser difíceis de lidar, como, por exemplo, o aumento de gordura corporal nas meninas no período pré-menarca (menstruação) e a perda do corpo e do papel e identidade infantil. 

Uma recente pesquisa revela que o acesso constante a redes sociais aumenta a insatisfação com o corpo. Dietas milagrosas e a imposição de um peso corporal nem sempre adequado à realidades mostradas nas redes sociais estão aumentando a insatisfação das adolescentes brasileiras com seus corpos.

Dessa forma as mídias podem ser um gatilho para distúrbios alimentares. Há um excesso de narcisismo que a mídia social traz e que pode levar à insatisfação ou a doenças como anorexia e bulimia. 

Todos nós sabemos que a mídia pode ser uma boa fonte de informações, desde que se faça uma avaliação crítica. Para saber se a informação é válida, é importante que busquem outras fontes e, antes de seguir alguma recomendação, é essencial procurar orientação especializada.

Os principais fatores de risco comportamentais para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, são dietas inadequadas, preocupações excessivas com o peso e insatisfação com o corpo. 

É importante que, nesses casos, a família esteja sempre atenta a mudanças bruscas na alimentação entre os jovens. O apoio do nutricionista é fundamental para entender que a relação com a comida e com o corpo não pode ser hostil. É necessário entender que a alimentação é para cuidar da saúde e trazer prazer em alguns momentos.

Especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News

 

 

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