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Adriano Moretto

Pepa e Cirilo serão absolvidos por quem?

Comentários, críticas e sugestões: adrianomoretto.oliveira@gmail.com

15 maio 2019 - 06h59

Pressão – O grupo ‘Dourados contra a corrupção’ se mobilizou do lado de fora da Câmara de Vereadores, na noite de segunda-feira, para cobrar a cassação dos parlamentares afastados Cirilo Ramão (MDB), Idenor Machado (PSDB) e Pedro Pepa (DEM), suspeitos de integrarem esquema de fraudes em contratos licitatórios dentro da Casa de Leis. 

Sessão – Alguns vereadores chegaram a deixar o plenário para atender os manifestantes do lado de fora. Em determinado momento, um dos integrantes do movimento questionou, pelo microfone, o motivo de alguns parlamentares ‘se esconderem’, e foi rebatido em seguida pelo presidente Alan Guedes (DEM). “Se escondendo, não. Estamos em sessão”, disse. 

Parecer – Apesar da pressão, os pareceres de duas dessas comissões, que analisam os casos de Pepa e Cirilo, foram entregues ontem com pedido de arquivamento da denúncia por quebra de decoro feita pelo farmacêutico Racib Panage Harb. Cabe agora aos parlamentares decidirem, em Plenário, pela absolvição ou cassação de Pepa e Cirilo. 

Contrário – Os vereadores Olavo Sul (Patriota) e Silas Zanata (PPS), foram votos vencidos nas processantes. O primeiro é membro da comissão que analisa Pedro Pepa, comandada por Carlito do Gás (Patriota) e que tem relator Jânio Miguel (PR), o segundo, integrante do outro grupo, que tem Bebeto (PR) como presidente e Junior Rodrigues (PR) relator. 

Datas – A primeira sessão ocorre hoje. Às 17h será votado o caso do vereador Cirilo Ramão. Já na quinta-feira, com início agendado para as 12h, será a vez dos parlamentares decidirem pelo arquivamento ou cassação de Pedro Pepa. 

Maioria – Para que ocorra as perdas de mandatos, são necessários 13 votos, ou seja, maioria absoluta dos vereadores aptos a votar. Quatro deles [presidentes e relatores das comissões] já decidiram pela absolvição dos dois, presos na Operação Cifra Negra acusados de integrar esquema de fraude em processos licitatórios. Restam dois votos para que ambos sejam inocentados e retomem os seus mandatos. 

Pesado – Lia Nogueira (PR) e Cido Medeiros (DEM) pegaram pesado durante a sessão e criticaram a falta de ação do Município em relação aos requerimentos encaminhados à prefeitura e não atendidos. O alvo foi a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. 

Corneta – Enquanto o democrata afirmou que seus pedidos não são atendidos citando ruas esburacadas e falta de iluminação pública, Lia sugeriu ao secretário Fabiano Costa, que deixe o cargo, caso não esteja dando conta dos trabalhos. 

Debate – Os deputados Neno Razuk (PTB) e Marçal Filho (PSDB) travaram uma ‘sessão desafio’ na manhã de ontem na Assembleia. Na Tribuna, o tucano falava sobre a saúde de Dourados e citou um suposto desvio de recursos públicos dentro da atual gestão, o que foi rebatido prontamente por Neno, pedindo para que Marçal provasse o que dizia.

Relatos – ‘Desafiado’, o deputado do PSDB retrucou o colega de Casa com algumas manchetes de materiais veiculados na imprensa relacionados a Operação Purificação, desencadeada em fevereiro pela Polícia Federal, investigando denúncia de irregularidades na contratação de empresa para servir alimentos a pacientes e funcionários do Hospital da Vida. 

 

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