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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Peito de peru e bolacha integral: vilões ou mocinhos?

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

01 outubro 2018 - 00h03

Muitas pessoas preferem consumir o peito de peru em vez de outros embutidos como presunto ou mortadela por achar que é uma opção mais saudável, mais light ou fit. 

É comum que produtos ultraprocessados como o peito de peru e a bolacha integral sejam classificados como saudáveis. Isso é resultado do forte trabalho da mídia que nem sempre passa mensagens verdadeiras.

No geral, produtos com acréscimo de conservantes, estabilizantes, corantes, edulcorantes e aromatizantes, e também com excesso de gordura vegetal hidrogenada, açúcar e sódio, não são saudáveis, pois podem trazer consequências negativas para a saúde. 

O consumo de alimentos ultraprocessados deve ser evitado  por todos. Muitos não sabem, mas carnes processadas como presunto, salsicha, salame e o próprio peito de peru contém os conservantes nitrito e nitrato de sódio. Quando há um grande consumo dessas substâncias, pode-se aumentar a formação de nitrosaminas, compostos químicos que causam reações tóxicas no organismo e podem favorecer o surgimento de câncer. Alguns estudos, também relacionam, o consumo de aditivos com o câncer, com doenças de Parkinson e de Alzheimer, além de resistência insulínica e hipertensão. 

Se analisarmos o rótulo do peito de peru temos em média 13 ingredientes, e apenas cinco não são artificiais, e mesmo assim estes cinco já passaram por muitos processamentos e estão longe de estar em sua forma in natura ou mais nutritiva. Já a bolacha integral, apesar de ser nomeada como “integral”, contém aditivos químicos, açúcares e gordura em excesso.

Uma boa forma de identificar um alimento ultraprocessado é observar a lista de ingredientes na embalagem do produto. Em geral, se são descritos cinco ingredientes ou mais, o alimento é classificado como ultraprocessado, especialmente quando os ingredientes são basicamente formulações industriais ou com nomes desconhecidos.

Lembre-se: o lema é descasque mais e desembale menos!

Especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News

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