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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Pedra na vesícula: o papel da dieta na prevenção

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

02 dezembro 2019 - 00h04

A vesícula biliar é um órgão em forma de saco, parecida com uma pera, localizada abaixo do lobo direito do fígado. Sua função é armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado que atua na digestão de gorduras no intestino. A bile é formada pela mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, responsável pela imensa maioria da formação de cálculos (pedras), que podem impedir o fluxo da bile para o intestino e causar uma inflamação chamada colecistite.

Os fatores de risco para a ocorrência de doenças nas vias biliares incluem: idade, gênero, nível de atividade física, alimentação e estilo de vida, sendo que cada doença apresenta suas particularidades. 

Em relação aos sintomas, é importante destacar que em alguns casos de pedra na vesícula podem não ter sintomas, mas outros provocam dor intensa do lado direito superior do abdômen que se irradia para a parte de cima da caixa torácica ou para as costelas.

Já quando o assunto é prevenção, a dieta tem um papel fundamental. Uma boa alimentação, com acompanhamento de um nutricionista, pode ser importante na prevenção do problema. E existem certas recomendações na dieta para quem tem pedra na vesícula ou deseja prevenir. É recomendado uma dieta rica em alimentos antioxidantes, com vegetais e frutas, rica em fibras, cálcio, vitamina C, carnes brancas e leite desnatado. As refeições devem ser fracionadas, procurando evitar concentrar uma grande quantidade de gorduras em uma única refeição.

É de extrema importância ressaltar que, o fígado é o órgão responsável pela formação da bile, isso mostra a necessidade de prestar uma grande atenção ao mesmo. A presença excessiva de xenobióticos na dieta, como aditivos alimentares, oriundos de produtos alimentícios, além do álcool, medicamentos e poluentes ambientais, acaba por inundar o fígado com toxinas. 

Diante oposto, a literatura traz informações como que repolho, brócolis, couve-manteiga e agrião, possui glicosinolatos, substâncias antioxidantes com propriedades de acelerar a eliminação de compostos tóxicos presentes no fígado. Além deles, outros alimentos possuem em sua composição substâncias importantes para a proteção dos hepatócitos, como o açafrão, alecrim, chá verde e alho. Estudos apontam que flavonóides encontrados na cebola roxa, por exemplo, atuam também na redução das alterações enzimáticas do fluxo biliar.

Contudo, para reduzir o risco do desenvolvimento de cálculos biliares (acúmulo de pedras) o indivíduo deve manter um peso saudável, pois a obesidade e o excesso de peso aumenta o risco de cálculos biliares. O ideal é reduzir a quantidade de calorias ingeridas e praticar atividade, pois se necessitar perder peso, o correto é fazê-lo lentamente. Perder peso muito rapidamente aumenta o risco de acúmulo de pedras.

Por último, uma alimentação correta, equilibrada e que considere a individualidade bioquímica de cada um, exerce papel fundamental na prevenção de doenças cada vez mais comuns na sociedade moderna. Medidas simples podem evitar a ocorrência dessa e de inúmeras outras patologias.

*Especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News. 

 

 

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