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COLUNA

Amplavisão

Manoel Afonso

Otimismo & Patriotismo: o efeito Bolsonaro

Amplavisão

16 novembro 2018 - 08h01

O NÍVEL...Travestida de ‘paladina da moralidade’ - apontando o dedo contra terceiros, a Ordem dos Advogados do Brasil é alvo de críticas  da opinião pública. No saguão da Assembleia Legislativa ironizaram: “com tantos advogados presos, a OAB-MS deveria disponibilizar uma urna exclusiva no xilindró, livrando-os da justificativa inédita e   constrangedora pela ausência no pleito. Ah! Se Rui Barbosa estivesse vivo... 

DOURADOS Analisando o cenário: o deputado José Carlos Barbosa (PSDB) leva vantagem sobre a concorrência para 2020. Ágil, competente e em fase crescente na política.  O deputado Geraldo Resende (PSDB) vem de duas derrotas, a prefeita Délia Razuk dependeria de seu desempenho até lá. O PT desgastado a exemplo do MDB do deputado Renato Câmara. Temos ainda o deputado Marçal Filho (PSDB)  cujo crescimento dependeria de articulações.

A ESPERANÇA cedeu lugar a incerteza no meio dos órfãos do MDB. Neste dia 20 a prisão do ex-governador Puccinelli (MDB) chegará  ao 4º mês, num processo de perdas políticas, traumas pessoais e familiares imensuráveis. Sem personagem substituto, há a quem aposte na volta triunfal dele como os  heróis de ficção do cinema. Mas Brasil mudou. Não custa lembrar né! 

CILADAS  Adverti lá atrás: o MDB tinha virado refém de Puccinelli que havia tomado o partido para si. Com Lula foi a mesma coisa, não abrindo mão da candidatura mesmo estando preso. A ânsia pelo poder não admitiu ser substituído.  A pergunta serve tanto ao MDB local como ao PT nacional: seus partidos ficarão sem comando até quando à espera da libertação dos dois personagens?

SILÊNCIO  A votação de Zeca do PT ao Senado ainda carece de respostas. O fator Delcídio do Amatal (PTC) acabou prejudicando-o?  O desgaste do PT  é fruto natural   pelas suas lideranças envelhecidas ou seria reflexo do efeito Bolsonaro contra o PT no Brasil? Esse papo de que Zeca do PT seria candidato a prefeito seria apenas para manter a chama do partido acesa. Neste ritmo Zeca acabará disputando a presidência de associação de moradores de bairro.  

DELCÍDIO  A última vez que estive com o ex-senador (PTC) foi no velório do jornalista Cadu Beertolotti. E aqui aproveito para indagar: qual será seu primeiro passo político? Ele irá liderar um novo grupo ou tentará se agregar ao MDB com Puccinelli fora de combate? E verifico: sua visibilidade nacional é proporcional muito maior do que sua capacidade de articulação local.   

SE LIGA!  Mesmo nas cidades do interior as eleições de 2020 terão um processo  diferente das anteriores, com novas forças políticas ganhando espaço. É a continuidade do processo que tivemos neste pleito recente, onde partidos e grupos tradicionais sucumbiram  ao novo estilo de se comunicar com o eleitor através das mídias sociais. Insisto: as porteiras dos currais eleitorais literalmente abertas.

DUVIDOSO  o poder de transferência de votos (de cabresto) de vereadores aos candidatos  como ficou provado nestas eleições. Alguns candidatos bem votados em vários municípios não tinham relação com um vereador sequer. A mensagem ao eleitor não precisou passar pelas  ‘bençãos’ da vereança ou de prefeitos como antigamente. Sem pagar ‘pedágio’, os candidatos pouparam gastos. 

MAIS MÉDICOS’  Em dezembro de 2017 tínhamos 291 faculdades de medicina; 30% abertas a partir de 2013 formando 30 mil graduados por ano. Mas o aumento não é sustentável pela baixa qualidade do ensino. Em 2016, 56% dos novos médicos  foram reprovados no Conselho Regional de Medicina de São Paulo. Muitos não sabiam ler uma radiografia sequer. Um desastre.  

FUNDAMENTAL para o governo substituir os médicos cubanos que devem deixar o país à partir d 2019, é repensar o vínculo dos profissionais com o serviço público. Hoje, só 21,9% dos médicos brasileiros tem vínculo exclusivo com o serviço público, enquanto 51% deles transitam entre os setores público e privado. Além do salário  é preciso melhorar as condições dos hospitais e ambulatórios onde eles trabalham.

NO ESTADO são114 médicos cubanos atualmente:  Distrito Sanitário Indígena 11, Corumbá 10,  Dourados 9, Costa Rica 5, Deodápolis e os restantes das 40 cidades contam entre 3 e 1 facultativos. Em Campo Grande os médicos (17) do programa Mais Médicos não são de origem cubana. 

QUESTÕES  Em 2020  teremos 530 mil médicos no país, média de 15 diplomados por 100 mil pessoas, índice próximo da Holanda em 2015. A questão dos médicos cubanos  merece um repensar do futuro Governo. Será que os médicos brasileiros trabalharão nos locais onde os cubanos atuam e pelo mesmo ganho? Mas serão os cubanos médicos ou meros técnicos de saúde?  Porque  não se submetem a ‘Revalida’ como os argentinos e brasileiros formados no exterior são obrigados? No fundo, o Governo de Cuba aluga seus médicos ficando com 70% de seus salários. Uma escravidão da Ditadura Comunista. 

ANOTEM:  Na hipótese do novo Governo Federal acertar na maioria de seus ações,  combatendo as irregularidades de seus antecessores e ganhar a confiança do povo, teremos um novo tempo. O otimismo voltará e com ele investimentos e empregos. Até aqui, o futuro presidente Bolsonaro (PSL) fala a língua que os brasileiros  entendem. Bastar não roubar e não deixar roubar! É bem simples essa máxima. 

PRIORIDADES  Bolsonaro (PSL) agrada em redirecionar a política externa, onde nos últimos anos emprestamos dinheiro a juros de compadre a países de governos da esquerda e que apenas nos sugam. Agrada ao prometer investir na recuperação das ferrrovias. Pergunto: melhor para nós recuperar a antiga Estrada de Ferro Noroeste ou investir em rodovia, pontes e metrô na Venezuela e no porto de Cuba? 

ROUBAR!  Até os adversários de Bolsonaro admitiram – mas com outra linguagem – que o PT corrompeu. O ex-ministro Antonio Pallocci (PT) foi claro em sua delação já divulgada; o ex-ministro Zé Dirceu preferiu dizer que o partido se afastou do povo; O ex-candidato Ciro Gomes (PT) admitiu em discurso que o PT merecia perder; O ex-candidato Jorge Haddad (PT) criticou os dirigentes envolvidos em corrupção e  as pesquisas  após as eleições mostram: a corrupção afastou o eleitor pobre do PT. 

O ELEITOR  não precisa ter cultura para tirar  conclusões ao assistir os depoimentos – por exemplo – de gente do calibre dos empresários das maiores empreiteiras do país – contando como eram as tratativas com o ex-presidente Lula e dirigentes do PT. Como acreditar  na versão cínica de que Lula não era o dono do Sítio em Atibaia? E o que falar  do Triplex e das fotos comprometedoras?  O PT desrespeitou  a inteligência dos brasileiros. 

‘COINCIDÊNCIAS’   Se você pegar o depoimento do ex-ministro Antonio Pallocci (PT) em delação premiada e compará-lo com as delações dos empresários  Léo Pinheiro  ( empreiteira OAS), Emílio Odebrecht e Marcelo Odebrecht (empreiteira Obebrecht), verá que destroem  a tese da defesa do ex-presidente Lula (PT). Ora! Pallocci – (O Italiano) era figura de peso no esquema do PT. Não foi ministro da Fazenda e Chefe da Casa Civil por acaso. 

‘BAFÃO’  O ex-presidente Lula perdeu a fala e o rebolado com a juíza federal Gabriela Hardt que o enquadrou como mandava a ocasião. Seu discurso político não surtiu efeito e ele não conseguiu ser o ‘senhor da cena’. No frigir dos ovos a magistrada foi a grande protagonista com sua contundência colocando o depoente no seu devido lugar. Lula precisa entender que ele é passado, como as águas que tocam as pás do moinho.

EM TEMPO:  Ao contrário do que espertamente Lula insistiu no início de seu depoimento, a denúncia não versa sobre a possibilidade dele ser ou não o proprietário do Sítio de Atibaia. A denuncia cinge-se ao uso da influência do cargo presidencial junto as empreiteiras para levar vantagens com as obras de reforma. Esse é o ponto crucial da questão. 

EXPECTATIVA  Não esperem boas notícias quando o futuro governo abrir as caixas pretas do BNDES, Petrobras, Caixa Econômica Federal, Cartões Corporativos, Banco do Brasil, ONGs, Lei Rouanet e Itaipu Binacional. É preciso mostrar ao povo brasileiro o que os Governos do PT fizeram com o dinheiro público, em proveito próprio e para alimentar a ideologia da esquerda aqui e em outros países da América Latina e África. 

O PARCEIRO  Compartilhou do governo horroroso da presidente Dilma Roussef (PT) e por isso seus candidatos – na grande maioria – foram surrados nas urnas. O MDB – antes de Ulysses Guimarães – é hoje do ex-deputado Eduardo Cunha, os senadores  Roberto Requião (PR),Edson Lobão (MA), Eunício Oliveira (CE), Romero Jucá e Valdir Raupp (RO), Renan Caleiros (AL), os ex-governadores Sergio Cabral (RJ) e André Puccinelli (MS). Aliás, a vitória do candidato Zema (Novo) e ao Governo de Minas Gerais, desmoralizou o MDB, PSD e o PT inclusive. 

“Pagar imposto no Brasil é como comprar ingresso depois que o circo foi embora.” ( José Pires)  

 

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