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Corpal - Dezembro 2017
COLUNA

Amplavisão

Manoel Afonso

O dedo do PT na Previdência-MS

07 Dezembro 2017 - 09h22

1-REPAROS   Sindicalistas e políticos do PT criticam a postura do Governo Estadual, mas ‘esquecem’ dos fatos  ocorridos durante o Governo de Zeca do PT. Veja bem: em 2000  foi extinto o Previsul, transferindo o ativo, passivo patrimonial e  pessoal à Secretaria de Administração, com o Governo arcando com o pagamento dos benefícios naquele ano. 

2-REPAROS  Em 2001 a Lei Estadual 2.346 autorizou o governo a alienar todos os bens do extinto Previsul e a assistência à saúde foi para a Cassems. Ainda em 2001 foi implantada a reforma da previdência junto com a contribuição para aposentadoria de civis e militares, elevando a alíquota de contribuição do servidor  de 6% para 9%.

3-REPAROS  A Lei 3.150 em vigor data de 2005, retificou, ratificou e consolidou a Lei 2.207 ( de 2001), ajustou o MSPREV às regras da EC nº 41 e 47, dando condições de compensação pelos poderes e órgãos independentes de necessidades financeiras do MSPREV. Tudo isso no Governo do PT. Se o déficit em 2014 foi de R$ 800 milhões, a culpa não é da atual gestão que gastou R$160 milhões com assistência médica só em 2016. 

O DISCURSO do PMDB nos tempos do regime militar  era ancorado na volta da democracia. Aqui, a sigla também atuou neste sentido. Mas isso é passado, passou.  Com o fim do período de exceção colheu dividendos, elegeu  governador Wilson B. Martins, parlamentares , prefeitos,disputando o espaço com outros partidos.

PODER  Com a derrota do ex-governador Pedro Pedrossian  e a vitória de Zeca do PT para o Governo, a polarização passou a ser entre  peemedebistas e petistas. Anote-se: a semente foi plantada em 1996 nas eleições da capital com a vitória de André Puccinelli (PMDB)  contra Zeca  por 411 votos de diferença. 

ELEITO  e reeleito prefeito de Campo Grande, André firmou-se como a maior liderança  anti  petista e com esse discurso associado a sua boa gestão chegou  ao governo em 2006 derrotando o petista Delcídio do Amaral (senador) com mais de 61% dos votos. Em 2010 André se reelegeu também contra outro  petista – Zeca do PT. 

NOVA FASE  Após tantos anos de poder o PMDB ficou sem a prefeitura de Campo Grande e o Governo Estadual. Os dois poderes mais influentes  ficaram em mãos de um ex-deputado ( Marquinhos) que deixou o PMDB por discordar da imposição de André  e de ex-aliado tucano ( Reinaldo)  dissidente por não ter o apoio na disputa da prefeitura em 2012.  Restou ao PMDB presidir a Assembleia Legislativa e ficar na base do Governo.

QUE FASE! Como diria o locutor Galvão Bueno: “Pode isso, Arnaldo?”  Além das denúncias contra a qualidade das obras  (aquário & rodovias) e seus critérios de gastos pelo governador Reinaldo, André foi também atingido pela Lava Jato e acabou preso como alguns cardeais do partido:  ex-deputado Eduardo Cunha, ex-ministro Geddel Vieira e o ex-governador Sergio Cabral (RJ). 

QUANTO  ao discurso do PMDB, com a paternidade democrática e moralista de  Ulysses Guimarães, foi depredado  em níveis nacional e estadual. Como defender a boa ética com as práticas duvidosas? O progresso, com obras e benefícios sociais pouco vale sem a lisura.  A implosão do Estádio do Maracanã tinha a prioridade igual do aquário da nossa capital. Suspeitíssimas ‘prioridades’  peemedebistas.

QUESTÕES  André seduzirá o prefeito Marquinhos (PSD) afinado com o governador Reinaldo? O ex-prefeito Nelsinho (PTB) tem motivos para ficar distante de André.  Quais os reflexos da gestão de Michel Temer à época das eleições? Há riscos de desdobramentos  do caso que levou André à prisão?  Sem o poder de fogo da prefeitura da capital, do governo estadual e das principais cidades a situação é difícil para o PMDB. 

ARREMATE  Qual o discurso de André? Como derrotar a bandeira adversária   da anticorrupção  na campanha?  Italiano, aos 70 anos de idade em 2018, André conhece o episódio do Gal.  Júlio Cesar que ousou a travessia proibida do rio Rubicão com suas tropas.  “Alea jacta est?”  Acho que não. O PMDB  fadigou junto com André e antes da derrota  tentará compor.   

HONESTO  Precisam ser levadas a sério as declarações do deputado Tiririca (PR), eleito e reeleito com mais de 1 milhão de votos. Acertou ao dizer que o Congresso trabalha muito e produz muito pouco. Também denunciou o jogo de bastidores e as propostas de tentadoras de dinheiro fácil em algumas votações. Enfim somos ( eleitores) todos palhaços.

‘BELEZA’  “Precisamos dos profissionais da política”. Essa frase do ministro Gilmar Mendes justifica a postura do seu STF - que até agora não brindou o país com uma condenação sequer do pessoal encurralado na Lava Jato. Anel de brilhante e malas de dinheiro não sensibilizaram aquela corte. 2018 vem aí!

ALELUIA! Torço para que o sonhado acordo de cooperação entre Brasil e Bolívia  produza os frutos desejados, reduzindo a criminalidade na fronteira. Senti no Secretário José Carlos Barboza, da Justiça, otimismo em relação ao evento ocorrido em Brasília, com o governador Reinaldo presente. Mas pergunto aos meus botões: até onde o Governo Boliviano é confiável? Mas tentar é preciso. 

ENTENDI... Você já notou? Os petistas pararam com o papo de ‘golpistas’ quando se referem ao pessoal do PMDB? Pois é! É que o PT tende a compor com o PMDB em alguns Estados, entre eles Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Pará e Paraná. E pergunta-se: o que o eleitor brasileiro está achando de tudo isso?

‘BICUDOS’   A vice governadora Rose Modesto e o deputado Beto Pereira são os tucanos mais bem cotados para a Câmara Federal em 2018. A primeira, com base eleitoral consistente na capital tem alçado voos ao interior. Já o segundo também não perde tempo e a chance de abraços e sorrisos por onde passa. Ambos são exemplos para outros pretendentes ao clima seco de Brasília.

BOBAGEM  O PDT não deve expulsar o deputado George Takimoto pela sua posição na reforma da previdência. É o parlamentar que todo partido quer ter, pois passa credibilidade.  Tem luz própria e faz sua própria campanha no campo minado de Dourados onde é reconhecidamente um médico notável. Seria intriga da oposição. 

CAPITAL  Um ano desafiador para a administração. Dívidas, obras abandonadas, falta de credito junto aos fornecedores, contas a receber e com nome sujo junto aos órgãos federais, o que travou convênios. Mas ao seu estilo articulado, o prefeito Marquinhos conseguiu superar a pior fase e 2019 promete ser bem melhor. Passa credibilidade.

.“Eu não sou Adhemar de Barros, “rouba mas faz. Eu realizei” (Sergio Cabral)

 

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