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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Não como saladas e nem frutas, e agora?

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

09 setembro 2019 - 00h03

Todos sabem da importância de frutas e verduras. A repulsa pelo sabor, pela cor, pelo cheiro, pela consistência ou pela aparência dos alimentos tem nome: seletividade alimentar. Em maior ou menor grau, o seletivo restringe seu cardápio, tornando-o repetitivo e carente de ingredientes e nutrientes essenciais, muitas vezes abrindo mão de alimentos que nunca nem experimentou. 

Hábitos alimentares são complexos e formados ao longo de anos, e mudá-los pode se revelar extremamente simples para algumas pessoas, para outras, esse momento pode ser angustiante e sustenta a sensação que é falta de força de vontade do indivíduo. Saiba que, não cabe a qualquer profissional da saúde julgar estes indivíduos que apresentam a seletividade alimentar. Cabe dar apoio para quem quiser e da forma que a pessoa puder. 

Nem sempre podemos identificar o motivo de uma pessoa ter dificuldade de introduzir novos alimentos, mais importante é não julgar e saber que forçar ou achar que é frescura não vai auxiliar em um processo de mudança da alimentação. Para quem procura uma mudança na introdução de alimentos, segue algumas dicas:

1. Cozinhar é uma ótima forma: quem cozinha acaba sendo mais aberto a experimentar. Reeducar o paladar é essencial;

2. Controlar o vício do paladar: a verdade é que o consumo frequente de alimentos açucarados e gordurosos viciam. Eles despertam uma área do cérebro que são relacionados com uma tremenda satisfação e bem-estar. Dessa forma, o primeiro passo é desconstruir a afinidade de seu paladar aos poucos, reduzindo o açúcar e escolhendo vegetais de seu agrado, não necessariamente excluir açúcar e gordura da alimentação. 

3. Disfarce o cheiro e a aparência: a seletividade alimentar não está ligada apenas ao sabor. Muitos seletivos nunca sequer provaram a fruta, a verdura ou o legume que motivam o nojo e a cara feia. A aparência, o cheiro e a textura são outras características capazes de provocar repugnância. Aqui também vale a dica de testar diferentes formas de preparo. Muitos têm rejeição a tomate in natura, já o molho de tomate pode ser um meio de apresentar esse alimento.

4. Capriche na apresentação: caprichar na hora de montar a refeição é essencial. Apreciar ou não uma refeição depende muito de como está apresentada. Pense nisso!

5. Associe um sabor novo a um sabor já conhecido: se você tem dificuldade de ingerir determinado alimento, procure agregá-lo a algo que você gosta de comer. Por exemplo, ovos mexidos podem ganhar o acréscimo de ingredientes com os quais você tem resistência, como a cenoura, por exemplo. 

Por fim, é preciso da colaboração por parte das pessoas que buscam mudanças, isso só pode dar certo se o mesmo estiver aberto a abraçar novos hábitos alimentares.

Lembre-se: estimular e persistir é diferente de forçar.  Forçar ameaçar, fazer chantagem, ofender ou diminuir alguém pelos seus hábitos pode aumentar a resistência ou diminuir alguém pelos seus hábitos. 

*Especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News. 

 

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