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COLUNA

Amplavisão

Manoel Afonso

Incêndio & esperteza & Anita & Ruy Barbosa

Amplavisão

30 agosto 2019 - 07h58

1-DO LEITOR: “ Por que não internacionalizar a preservação da Amazônia com uma remuneração de aporte internacional em benefício dos fazendeiros e Estados que mantivessem intocáveis suas florestas? Dados da Nasa mostram: o Brasil tem 66% da sua vegetação nativa preservada e cultiva só 7,6% de suas terras. Já a Alemanha cultiva 56,9% - a Dinamarca 76,8% - a Irlanda 74,7%; o Reino Unido 63,9%.  A área cultivada na França (31.795,512 hectares) junto com a área plantada da Espanha (31.786.945 hectares) equivale a área cultivada ( 63.994.709 hectares) no Brasil.” 

2-DO LEITOR  “Falso o bordão “Amazônia – pulmão do mundo”. Suas florestas consomem quase todo o oxigênio que produzem. As algas marinhas jogam na atmosfera 55% do oxigênio produzido no planeta.  Angola e Congo queimando igual no Brasil. Os militantes digitais profissionais e a grande imprensa sem verbas oficiais destilam asneiras como aquela fala da cantora Anita. Num passe de mágica as florestas da região amazônica abrigando girafas, rinocerontes e outros animais africanos esturricados como  mostra a mídia. A festa midiática com o fogo é grande.”

CONCLUSÃO Tudo não passa de ‘cortina de fumaça’, marketing das potencias europeias e ONGS que faturam sob o pretexto de cuidar das florestas e índios. Aliás, as reservas indígenas afrontam a nossa soberania, de onde são retirados minerais preciosos e proporciona o contrabando de mogno e outras madeiras valiosas. “Curiosamente” não existem ONGs no Nordeste, região que nada tem a oferecer financeiramente. Por que os  esses países não declaram ‘patrimônio da humanidade’ as reservas de gás da Rússia? Enfim; é a esquerda mundial –  oportunista - contra o atual Governo brasileiro que destronou o PT do poder.  Nem mais – nem menos! 

DESABAFO do general Luiz Gonzaga Schoeder Lessa: “...Pode a Alemanha nos ensinar alguma coisa, quando foi uma empresa sua que deu o laudo comprometedor que permitiu a catástrofe de Brumadinho? Ou a Noruega nos criticar quando sua empresa de celulose Hidro Alunorte polui a cidade de Barcarena e os rios amazônicos que a circundam? E quanto a França, que está capitaneando toda essa pressão sobre o Brasil, pode ela nos ditar alguma regra de proteção ao meio ambiente ao devastar a Polinésia Francesa e comprometer a vida no Taiti com altos índices de radiação, fruto dos seus testes atômicos na área?....”

SEGUNDO ATO  A candidatura do ex-juiz Odilon de Oliveira ao Governo Estadual ainda rende ‘bate boca’ nos círculos políticos. Primeiro - o presidente do PDT Leite Schmidt ironizou em recente entrevista: “Quando a gente mexe com política, tem de mexer com política. Eu fui pegar uma pessoa que não era político. Ele (Odilon), com alguns meses já estava apoiando o Bolsonaro, embora o PDT dava dinheiro para ele apoiar o Ciro Gomes...( - ) nós não vamos errar duas vezes... ( - ) O PDT terá candidato a prefeito com pessoas que fazem política e não é o Odilon de Oliveira. Pode ser o Dagoberto Nogueira...”

A RESPOSTA  do ex-juiz Odilon veio dias depois em nota distribuída à imprensa, embasada nos elogios feitos pelo ex-senador Ciro Gomes (PDT) e do próprio presidente estadual Leite Schmidt quando do lançamento de sua candidatura ao Governo. Lembrou que Ciro e Schimidt enalteceram as condições morais do candidato dizendo inclusive que ele ‘não tinha experiência para roubar”.  Na nota Odilon reagiu ao argumento de Schimidt  - confessando que não pretende mudar de postura na tentativa de  se eleger para qualquer cargo eletivo.  A previsão é que tenhamos o terceiro capítulo nesta novela de lamúrias e acusações.  Mas esse embate não leva a nada. Ninguém ganha com ela.

A ESPERTEZA come a mão do esperto. O ditado antigo se aplica também na política quando o resultado das urnas castiga experientes políticos, vistos como proeminências  na arte de arquitetar candidaturas e costurar alianças tidas como insuperáveis. Schimidt não foi o primeiro ‘esperto’ a perder. Lá atrás Pedro Pedrossian apostou em José Elias Moreira ao Governo e perdeu. Wilson B. Martins (MDB) investiu em Ricardo Bacha (PSDB) e dançou. André Puccinelli (MDB) não ouviu ninguém e impôs Edson Giroto (PR) como candidato a prefeito de Campo Grande e foi um vexame. Imagine agora com a internet e as redes sociais denunciando fatos e personagens na campanha. A fritura será em óleo fervendo.

OPINIÃO  de Eliseu Auth ( promotor de justiça aposentado no Paraná: “...Agora, saibam os que atacam a nova lei do abuso - que é o Ministério Público quem vai iniciar a ação e é o juiz ou o tribunal quem vai julgar. Onde está a o perigo? A lei  precisa dizer o que as autoridades podem fazer e o que não devem fazer. Elas têm que ter limites! Democracia é assim. Ditador é que gosta do abuso. O que me preocupa é o vezo autoritário de quem pede o veto total à lei. Por isso tudo e por muito mais dou boas vindas à lei do Abuso de Autoridade...”

ENTRAVE? Tido como possível candidato a prefeito de Dourados, o deputado estadual Marçal Filho (PSDB) é notícia com a denúncia contra ele oferecida pelo Ministério Público Federal com a acusação de corrupção passiva em 2010. O parlamentar reagiu taxando a notícia como ‘estranha’ visto que a denúncia já teria ocorrido havia mais de um ano e que já fez sua defesa no Supremo Tribunal Federal. Para evitar  maior exploração política o parlamentar preferiu não entrar detalhes sobre o caso e a estratégia adotada na defesa. Claro,  o caso não acabará agora e seu final não deixará de ser um fato político. Ignorar isso seria ingenuidade. 

COMPARANDO Após 40 anos da divisão, Mato Grosso tem a população de 3.484.466 habitantes contra 2.748.023 habitantes de Mato Grosso do Sul. Cuiabá - 612  mil habitantes e Campo Grande 885 mil  habitantes. Várzea Grande – 285 mil habitantes e Rondonópolis 232 mil habitantes contra 220.965 habitantes de Dourados. Outras cidades do MT: Sinop 143 mil – Tangará da Serra 103 mil – Cáceres 94 mil – Sorriso 90 mil – Lucas do Rio Verde 65 mil – Primavera do Leste 62 mil – Barra do Garças 61 mil – Alta Floresta 51 mil. Detalhe: Cuiabá e Várzea Grande juntas somam 897.500 habitantes, praticamente a mesma população de Campo Grande.

AGRONEGÓCIO  e Indústria são as molas propulsoras do progresso  nas cidades do Mato Grosso. Os números  acima proporcionam essa leitura. Aqui em nosso Estado não é diferente. Dourados ( 220.965 mil habitantes), Três Lagoas ( 119.465), Ponta Porã (91 mil), Sidrolândia ( 56 mil), Naviraí (54 mil), Nova Alvorada (53 mil), Aquidauana (47 mil), Maracaju (46 mil), Paranaíba (42 mil), Amambai (39 mil), Rio Brilhante (37 mil).Vale destacar:  município de Mato Grosso com menor população é Araguainha; 935 habitantes e no Mato Grosso do Sul é Figueirão com 3.044 habitantes. 

AVISANDO   Já estará valendo para as eleições de 2019 a lei sobre ‘fake news’. Ela prevê  pena de prisão de 1 a 8 anos, além de multa, para quem acusar falsamente um candidato a cargo político com objetivo de afetar sua candidatura. Essa pena aumenta se o caluniador agir no anonimato ou com nome falso.  E mais: incorrerá nas mesmas penas quem – ciente da inocência do denunciado e com finalidade eleitoral divulgar ou propalar, por qualquer meio ou forma, o ato ou fato que lhe foi falsamente atribuído. O pessoal precisa se conscientizar que essa mania de achincalhar a honra de terceiros  pode sair muito caro aos culpados. Juízo e caldo de galinha...

A DÚVIDA   A Rumo Logística ganhou de mão beijada a concessão  ( Governo FHC) da antiga Ferrovia Noroeste e faltando 7 anos para findar a concessão  apenas usufruiu da velha estrutura. Praticamente não investiu nada e todo o acervo mais parece sucata. Agora ela quer prorrogação por mais 30 anos da concessão no trecho que passa pelo nosso Estado, prometendo investir R$1,2 bilhão na aquisição de locomotivas, vagões e troca dos trilhos e dormentes. Tudo isso porque há previsão da demanda do trem no transporte da ureia boliviana. Duas perguntas: o dinheiro deste investimento virá do BNDES? Quem garante que a empresa cumprirá essa promessa? 

O EMBATE  Quando o assunto é referente ao meio rural não tem para ninguém na Assembleia Legislativa. Os deputados Pedro Kemp (PT) e Zé Teixeira (DEM) monopolizam as atenções – cada qual com seus argumentos  e estilos. O primeiro tem um olhar teórico da esquerda sob o viés social; o segundo tem a experiência pessoal  como homem ligado diretamente a terra, o que aliás faz questão de ressaltar. Nesta semana ambos protagonizaram um embate que arrancou aplausos e risos sobre os incêndios na Amazônia.  Essa é a função do parlamento que justifica assim a própria origem ou significado etimológico de ‘parlar’ – falar. 

UM PERIGO!  Nosso Estado é uma das portas de entrada de agrotóxicos oriundos de outros países. Aliás, 20% deste produto consumido no Brasil vem do contrabando. O pior: eles são adquiridos sem orientação técnica e aumenta os riscos de intoxicação humana e contaminação ambiental através de embalagens abandonadas e descartadas em lixões e aterros. O problema é que visando lucro maior - agricultores acabam sendo coniventes fomentando o contrabando através da aquisição destes produtos. Os preços deles aqui são caros por dois motivos:  carga tributária e a falta de concorrência; apenas 4 empresas comandam esse cartel. Resolver esse problema não é nada fácil.

RÁPIDAS 

Deputado Antônio Vaz (PRB) Requer a criação do Dia do Economista e  a instituição da medalha Adam Smith: presidiu audiência pública referente ao Hospital Regional e comandou a ‘Marcha para Jesus’ no aniversário de Campo Grande. 

Deputado Lídio Lopes (Patriota) Presidiu reunião da Comissão de Constituição Justiça e Redação analisando 19 proposições; representou a Assembleia Legislativa na reunião do Codesul (Conselho de Desenvolvimento do Sul) em Porto Alegre.  

Deputado Marçal Filho (PSDB) Pede a instituição da campanha “Agosto – Mês Cinza” visando debater propostas de prevenção e combate a incêndios. Representou a Assembleia Legislativa na reunião da UNALE na cidade de Florianópolis (SC). 

Deputado Gerson Claro (PP) Requer que o Assentamento Itamarati com 17 mil pessoas seja declarado de utilidade pública para facilitar suas relações com Governo e órgãos públicos; recepcionou líderes políticos do interior e da capital no gabinete. 

Deputado João H. Catan (PR)  Quer valorizar nossa história, identidade e cultura com mudanças no calendário de eventos referente a 11 de outubro como data da criação e não como da ‘divisão’ como consta atualmente. Visitou vários órgãos públicos. 

Deputado capitão Contar (PSL) Falou sobre os aspectos positivos que envolvem a campanha  “Semana do Brasil” no mês de setembro para aquecer o comércio. Ativo nas sessões, recebeu visitas diversas no gabinete e visitou 3 Secretárias de Estado.  

Deputado Lucas de Lima (Solidariedade) Viu aprovado seu projeto de lei instituindo o ‘Dezembro Verde’ que objetiva conscientizar a população a cuidar dos animais domésticos, evitando que sejam abandonados nas ruas da capital e cidades do interior. 

Deputado José C. Barbosa (DEM) Pede a instituição da Medalha do Mérito Ruy Barbosa para homenagear os escrivães de polícia no dia 5 de novembro “Dia do Escrivão”. Questionou a aplicação da verba estadual ao Hospital Regional.

DeputadoEvander Vendramini (PP) Viu aprovado seu projeto regulamentando o teste de aptidão físico de candidatas gestantes; apresentou projeto dispondo sobre o uso de produtos inflamáveis em móveis que adornam locais residenciais. 

Deputado Marcio Fernandes (MDB) Atendeu acompanhando  produtores rurais da região Norte do Estado junto ao Governo; visitou vários órgãos públicos para agilizar o atendimento de  suas reivindicações. Atento as questões envolvendo o agronegócio.

Deputado Jamilson Name (PDT) Apresentou proposição para promover a inclusão de ex-atletas de todas as modalidades em eventos esportivos  promovidos no Estado. Preocupado com a situação das famílias menos favorecidos nas periferias da capital.  
 

 

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