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Adriano Moretto

Fiel ao governo, vereador diz “morrer abraçado” com prefeita se for preciso

Comentários, críticas e sugestões: adrianomoretto.oliveira@gmail.com

14 março 2019 - 00h04

Desconforto – O vereador Romualdo Ramin (PDT) não estava nada a vontade ao discursar em plenário, na terça-feira, e mudar a sua opinião em relação ao pedido de arquivamento da denúncia de cassação da vereadora Denize Portollan (PR) por parte da comissão processante a qual ele mesmo presidia.

Palavras – No fim, antes da votação que manteve as investigações pela cassação da vereadora, o parlamentar voltou a pedir a palavra e justificou a mudança de discurso após conversa sincera com um colega de Casa, a qual não quis citar nome. “Cheguei da sessão de segunda em casa e não conseguia dormir pensando nisso”, disse, ao decidir anteriormente pelo pedido de arquivamento das investigações. 

Sincero – Emocionado ao final de sua fala, ele desabafou e foi sincero – até demais – em relação ao seu posicionamento dentro da base aliada da prefeita na Câmara. “(...) a Délia [Razuk, pefeita] é ruim, pode não fazer nada, mas sou fiel às pessoas e se preciso vou morrer abraçado com ela”.

Pressão – Particularidades a parte, o certo é que o prosseguimento das processantes contra Idenor Machado (PSDB) e Denize, muito se deve pela pressão popular, aliada, é claro, com a proximidade das eleições. Agora, a cassação desses parlamentares já é outra história e promete novos debates acalorados. 

Aplausos – Acostumados com vaias nas sessões, os vereadores da base aliada de Délia passaram por uma situação diferente na noite de terça-feira. Ao se posicionarem contra o arquivamento dos processos, foram aplaudidos pelos presentes, sem exceções. 

Cosip – A insistência do vereador Madson Valente (DEM) em saber o destino dos R$ 6 milhões usados pela prefeitura de Dourados da conta Cosip gerou, na noite de terça-feira, uma ríspida discussão entre ele e o líder da prefeita na Câmara, vereador Bebeto. 

Cabo eleitoral –  O deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB) é, nesse início de mandato, o maior cabo eleitoral de sua irmã, a deputada federal, Rose Modesto (PSDB). A cada fala realizada por ele em alusão a alguma ação em Brasília (DF), o nome da ex-vice-governadora é lembrado. 

Embate – Aliás, Rose disputa com o também deputado federal Beto Pereira (PSDB), o comando do partido em Mato Grosso do Sul, porém, ainda não há um consenso de quem ficará à frente da sigla. 

Complicou – Os seis anos em que esteve à frente da Câmara de Dourados começam a desmoronar para o vereador afastado Idenor Machado (PSDB). Após as acusações de fraudes em processos licitatórios que resultaram na sua prisão dentro da Operação Cifra Negra, agora a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público Estadual que o aponta como responsável em destruir eventuais provas a serem usadas em outra investigação ocorrida na Casa, a Câmara Secreta, de 2011.

Relembrando – “Realmente eu estou surpreso. Vou procurar me defender, não sei o motivo desse pedido”. Essas foram as palavras de Idenor em resposta ao Dourados News no dia 31 de outubro de 2017, data em que o Ministério Público instaurou Inquérito Civil para apurar o fato, veja aqui

 

 

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