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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Dormir pouco pode ser o culpado por fazer você engordar

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

06 maio 2019 - 00h03

A diminuição do tempo de sono tem se tornado uma condição endêmica na sociedade moderna, e a literatura atual tem encontrado importantes associações epidemiológicas entre o prejuízo no padrão habitual do sono e a obesidade.

Os efeitos de uma noite mal dormida vão muito além da diminuição da energia no dia seguinte e se sentir fadigado, a falta de sono pode levar ao consumo maior de alimentos gordurosos e servir como um dos gatilhos para a compulsão alimentar.

Estudos recentes mostram que uma noite mal dormida gera impacto no metabolismo humano. Isso explica porque trabalhos noturnos e perdas crônicas de sono afetam de forma negativa a composição corporal. E que, além disso, podem aumentar o risco para obesidade e diabetes tipo 2.

Muitos não sabem, mas a redução de horas de sono desencadeia mecanismos que estimulam a glândula suprarrenal a produzir mais cortisol, um dos hormônios que aumentam em situações de estresse. Dessa forma, o cortisol prepara o organismo para o perigo iminente e, para tanto, ajuda a acumular gordura, em especial gordura abdominal, que é a mais maléfica para a saúde.

Alguns autores explicam que a restrição do sono faz com que um indivíduo consuma mais calorias e, além disso, reduz a capacidade do corpo de queimá-las. Isso ocorre porque dormir pouco aumenta os níveis de grelina, o “hormônio da fome”, conhecido assim por induzir a vontade de comer, na corrente sanguínea. Além disso, o hábito promove um maior cansaço, reduzindo a prática de atividades físicas e aumentando o tempo de sedentarismo. 

Há hipóteses que áreas do cérebro ligadas ao sistema de recompensa sejam ativadas quando uma pessoa que dormiu pouco se depara com um alimento. Ou então, um desequilíbrio no ciclo biológico que causa uma desregulação de hormônios como a leptina que é ligada à saciedade, e a grelina que é relacionada a fome.

No mais, uma noite bem dormida nos fornece inúmeros benefícios, como uma melhor atividade anti-inflamatória, melhora do humor, prevenindo assim, a obesidade, hipertensão etc. Por isso além de cuidar da alimentação e fazer atividade física, precisamos estar atentos a importância do descanso.

*Especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News

 

 

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